Um brinde com café. Ao papel.

2 02 2010

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Não tenho lembranças de algo que eu goste mais do que papéis, lápis, cola e tesoura. Eu simplesmente deliro diante de papel branco e novo. É como se ele gritasse para que eu fizesse uns borrões, uns traços, umas palavras, um fingimento de arte.

Desde pequeno, vi o papel como aliado. Meu exército companheiro de passar longas horas sempre foi o material escolar da disciplina de Artes, e o general desse exército, o papel; sempre o papel.

Por isso, diante de mim, o papel é um material primo, genuinamente esplêndido, fantástico, submisso e singular. Do papel, eu posso fazer caixas, recortar figuras, dobrar origamis e (o que mais gosto) desenhar e pintar.

Desse modo, eu pensava que estava fazendo Arte. E assim queria que vissem: há técnica, expressão, subjetividade, autenticidade e tantas outras coisas ali, naqueles papéis.

Assim sendo, por que não deixar aqui um registro; um brinde com café:

“Ao papel, aos lápis, tesouras e colas!”

Tin, tin“.

 





Uma conversa. mp4, música e sensibilidade. Sobre Anjos.

26 01 2010

Duas imagens para esta postagem

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Agora é noite de uma terça-feira, quase 23h. E foi hoje, depois que fiz mais um desenho (o que vou postar logo abaixo), que fiquei refletindo sobre a vida: algumas vezes, pessoas se demonstram anjos e estendem uma  mão, num simples, mas grandioso e marcante gesto à vida de outrem. E assim, eu me lembrei de tantas pessoas que já se apresentaram com suas asas-mãos para mim. E como foi grande as suas contribuições em minha vida…

Percebi que contribuições e mãos se estendem em solidariedade ao próximo através do bater das asas de pessoas que são anjos. E como é bom percebê-los em volta! E como é bom também perceber-se anjo na vida de alguém.

A solidariedade, a generosidade, a gentileza… são virtudes que não nos são caras e, quando em comum com a sinceridade, pode render-nos o calor sereno e poderoso do agradecimento.

(Sei que esse blog tem o intuito de expor Arte e talvez eu esteja sendo mero moralista. Mas meu intuito não é aplicar lição de moral, e, sim, escrever um pouco do que gostaria de compartilhar)

Ultimamente, tenho sentido atração artística pelas mãos, uma vez que tenho percebido esses membros como partes do nosso corpo com capacidade também para o toque, o contato com o outro, para uma aproximação sensitiva e emocional (ou uma repugnação, quando emitimos determinados sinais…!); uma parte de também significação, como são os olhos e o sorriso humano. E é um toque, uma marca que podemos deixar noutrem, que me interessa.

Assim sendo, deixo aqui uma homenagem às pessoas anjos, que alguma vez já abriram suas asas para alguém, ou deixaram ver suas penas límpidas sobre a casaca humana. Aos anjos da minha vida, meu agradecimento:

 Estudo das mãos

Mas antes de finalizar tal postagem, gostaria de dedicá-la ainda a alguns anjos amigos, que demonstram asas no laço de fraternidade e prece pelo bem de ambas as partes. A um visitante recente: Belo; à vida, se ela receber tal dedicação; à Gabi, pela carta que me enviou, à qual ainda devo uma resposta.  

 

Meu abraço, e meu pensamento.

 

 

 

 

 

Sobre as imagens: desenhos a lápis de cor. 1) Estudo das mãos. 2) Desenho a partir de foto (da Gabi).





O que nos faz GRANDES artistas?

17 01 2010

Um ensaio: em uma tarde calorosa e aconchegante, com dois cachorros, caneta e papel.

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Dizem por aí, na internet, que um artista é um ser que faz arte. Mas, antes que nos aprofundemos em designar o que é ser artista, deixemos a definição de lado; afinal, antes de um artista, que é arte?

 

Título: Anjo torto apaixonado. Lápis HB sobre A4.

Título: Anjo torto apaixonado. lápis HB sobre papel A4. Direitos Reservados

 

Até onde se tem notícia sobre civilizações, e sobre sociedades organizadas política e socialmente, a História do Homem nos apresenta um ser que faz, ou cria, ou produz, ou inventa Arte. E essa mesma História nos apresenta diferentes épocas, conceitos, dogmas e transformações culturais. Mas, dentre outras coisas, fica presente e marcada a figura de um artista de uma época: transformador ou representante de toda a cultura de seu momento histórico, estando, muitas vezes, à frente das concepções e visões de sua época. Podem ser eles Leonardo da Vinci, Michelângelo, Picasso, Van Gogh ou Beethoven, Mozart ou Vitor Hugo, Virgínia Wolf, Edgar Alan Poe ou Marilyn Monroe, Elvis, Chaplin… Todos eles marcaram e receberam, primeiro de poucos e agora de muitos, o título de GRANDES!

 

Assim, estive me perguntando: o que os (nos) faz artistas notórios, respeitados e um marco histórico?

Seriam apenas nossos status político-artístico-cultural? Nossas habilidades incomuns para com a Arte? Que nos fariam GRANDES artistas?

 

Aos artistas mais lembrados e respeitados, admitirei aqui aqueles artistas que estão já na História e na cabeça do povo, estabilizados como Mitos, ainda que suas biografias e seus trabalhos sejam desconhecidos pelas novas gerações. E por meio de uma leitura de suas biografias, podemos logo perceber que esses consagrados fizeram de suas vidas uma batalha contra si mesmos, contra o tempo que tentavam aprisionar a eles ou à suas produções, contra a convencionalidade de uma época…

Leonardo da Vinci fez de sua vida um poço sedento por águas do conhecimento, desde a ciência às artes; era, inclusive, músico e cantor, além de inventor, pesquisador…

Michelangelo, pelos relatos, fez de sua arte uma forma de amenizar suas dores da alma e do corpo; o mesmo em carta a um amigo chegou a relatar que, na arte, refugiava-se das dores da perna e dos sofrimentos em sua vida.

Vindo à tona agora em filme, há suposição de que Salvador Dali refugiou na pintura a repressão sexual e romântica; isto é, a relação homossexual reprimida (o mesmo dizem de Da Vinci que, inclusive, “recebeu” recentemente estudos sobre seu mapa astral. Segundo os estudos, há, no criador da Mona Lisa, o perfil feminino na sua personalidade e que comprovaria boatos de sua homossexualidade e relação com um de seus discípulos de atelier… Assim, segundo suposições, Leonardo da Vinci, ao pintar mulheres, estava não só pintando as falecidas mãe e madrasta, mas a si mesmo…).

Picasso, horrorizando a perfeição das formas do corpo humano, em suas últimas fases artísticas, vem a ser mais um a romper (talvez o mérito do rompimento seja seu) uma tendência artística que, de certo modo, idolatrava a perfeição das formas e do corpo humano; tendência que teve como representante William-Adolphe Bouguereau, outro GRANDE artista.

E Vincent Van Gogh, que enfrentou desde cedo sua excessiva necessidade de atenção e carinho, a qual, juntamente com outros fatores, o fazia entrar em crises de loucura (como revelam as cartas de família).

 

Não só na pintura, mas num todo como Arte, o que fez desses consagrados GRANDES artistas?

Seja na Literatura, na Música ou no Teatro e Cinema, os consagrados têm algo em comum. Daí, concordo com nosso conhecido Orkut: “Grandes trabalhos são realizados não pela força, mas pela perseverança”. Talvez, transformar sua vida em uma lição de trabalho, persistência, crença e defesa por seus ideais, em lição de ousadia e autoconfiança seja um passo para a autopercepção: valeu à pena!

 

Então, para concluir depois do que escrevi acima, pensei no seguinte:

Espero que nós (ou pequenos, ou medianos ou futuros grandes artistas) sejamos persistentes, capazes de fazer de nosso suor um Hino de Vida e Trabalho digno. E que os nossos ídolos-artistas descansem agora em paz, uma vez que seus legados habitam entre os vivos; mesmo que sejam, para alguns, desconhecidos.

 

Um “viva” à Vida!





De M.Dolabela a Picasso

16 01 2010

Uma conversa entre umas Artes, uma Notícia, um amigo e um desenho

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Hoje é um sábado, dia 16 de janeiro de 2010, chuvoso e nublado por aqui, em Sauaçuhy. E desde a última sexta-feira não cessam as matérias sobre o terremoto no Haiti.

Ainda ontem, no Jornal da Globo, o comentarista Arnado Jabor fez [como sempre faz] comentários muito honrosos. Pelo que lembro, comentava algo sobre por que não nos preocupamos com a miséria do Haiti antes de o terremoto acontecer; como sempre, preocupamo-nos não antes, mas depois, enquanto que a desgraça e a miséria humana apodrecem bem à nossa frente…

 

Pensando nisso, algumas coisas se misturaram.

 

Depois de ler a biografia e obras de Vicent Van Gogh, estou lendo Picasso [e que força de traços!]. Daí, resolvi fazer deste post do blog uma homenagem a alguns.

 

_ Por uma homenagem aos vitimados da miséria que fingimos não ver;

_ Por uma homenagem a Picasso [que adapto aqui aos meus traços e arte];

_ Por uma homenagem ao Marcelo Filho (Moral) [amigo que me presenteou com o livro que contém o poema abaixo];

_ Por uma singela homenagem a Marcelo Dolabela;

                      Por uma homenagem a esses, deixo aqui um desenho de minha autoria, com um poema que me prendeu à página 94:

 

 

 

Sim, meu país é a guerra

 

sim, meu país é a guerra:

luz que já não ilumina;

presente que não espera

a hora que tudo termina;

 

não, meu país é a guerra:

cabeça sem aspirina;

cérebro que desespera,

quando dorme a retina;

 

vê, meu país é a guerra:

batalha sem Hiroshima,

onde a dor não salva quem erra;

 

berro que berra na narina;

ar, meu país é a guerra:

terra, teu nome é ruína.

 

(Marcelo Dolabela, Lorem Ipsus, 1994)

 

 

 

 

 Bem, isso é tudo. Vou-me embora pra novos desenhos, a fim de sentir-me útil.

Até uma próxima!

Título: RUÍNA; pastel seco e óleo e lápis de cor sobre papel; 31,7cm x 21,7cm; 2010




Um completo de fragmentos

26 12 2009

Notas de confessionário

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                  Por estes dias, tenho pensado sobre a vida e obra de artistas e suas relações com o mundo. Como foi discutido numa aula de Literatura (na qual me fiz presente), o poeta (artista) não existe sozinho, necessita de alguém com quem dialogue, alguém que o ponha em determinado status sócio-cultural para que possa ser lido e apreciado… Daí, logicamente, refleti: quem nos (me) poria em status sócio-cultural, em um mundo cada vez mais fragmentado e individualizado, em que todo o mundo é artista e luta pelos seus 15 minutos de fama?

                  …

 

 

                  Meus amigos sabem o quão admiro e me declaro fã de Da Vinci, ao ponto de adquirir tudo que me for ao alcance quanto à biografia do artista… Mas, quando me deparei com uma pequena coleção sobre biografias, resolvi adquirir Van Gogh, por variedade. E como seu espírito me parece familiar, ainda que nos distingamos pela loucura (?) e traços fortes na fisionomia!

                   A solidão constante e a dificuldade  de se deixar transparente aos olhos dos mais próximos (ao ponto de ser descrito como misterioso e reservado); eis uma característica em comum, eu sei.

                   – É que, às vezes, noto-me caminhando só…

 

 

                   Tenho pensado e visto o quão difícil é não se sentir caminhar sozinho… Por mais que hajam pessoas em volta, quando os convidados se vão para viver suas vidas, eis que aparece uma penetra e se instala como inquilino em sua vida, cujo nome: Solidão. (E talvez, seja eu um masoquista que, não fugindo dela, acolhe-a como um bom anfitrião…)

                  – As marcas estão lá dentro.

 

 

                  Não sei ao certo a utilidade dessa confissão em um blog de domínio público (não me parece agradável estar exposto aos olhos de estranhos). Mas, pensei, quem sabe essas palavras sirvam para, um dia, aprenderem a olhar o que produzo não para mim, mas para a humanidade?

                 É, quem sabe.

– E me faço encasulado mais uma vez…

 

                !

 

 





Aniversário

17 12 2009

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Mais uma primavera. Um pouco mais de duas dezenas.

E, sim, foi um momento bonito. Legal. De realizações e reforma íntima.

Deixarei aqui o registro; seria cruel deixá-lo passar em branco…

E, um dia, contarei a importância desses dias para mim. Quem sabe, possam entender o quão valem sinais





11 12 2009

sobre uma mudança

de lugar

 

 

 

 

 

 

E o mundo me chama

Em suas caudas de instantes

( flexibilidade )

Para o mar.

 

 

 

Em outras palavras,

Estou de mudança.

 

… e como gosto de mudar.

 





o projeto de Graphic Novel

5 12 2009

 Um post em baboseiras.

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Resolvi voltar a esboçar meu projeto de Graphic Novels.

 

Ainda não sei em qual editora irei publicá-lo.

 

Gosto de pensar nele durante longos minutos.

 

O projeto está interrompido há alguns meses; o suficiente para estudar um pouco outras coisas como, por exemplo, cores, traços e perfis para algumas nuances em cena.

 

Não pretendo me preocupar com sensura.

 

E claro, quero que seja bem a minha cara, no estilo “Fellipe Ernesto” mesmo(!); com os pecados que qualquer iniciante pode cometer e muito mais…

 

Sobre o projeto, direi que tem como arcabouço um poema que escrevi.

E pretendo que seja um “romance gráfico” com poucas palavras, incluindo ilustrações.

 

Então, abaixo, um dos primeiros esboços.

Direitos reservados

 

 





Exposição

1 12 2009

Sobre exposição: uma sala vazia, alguns biombos e desenhos… Desenhos!

 

 

Nos dias 24, 25 e 26, expus 4 dos meus desenhos e das minhas poesias, ao mesmo tempo em que assumi a responsabilidade de ser um dos organizadores da Exposição de Artes do Curso de Letras (UFAL – Universidade Federal de Alagoas).

No fim de tudo, resta a satisfação e o orgulho.

 

Tudo ocorreu muito bem, ultrapassando, inclusive, expectativas.

 

 

 

 

Como disse, expus 4 desenhos e e poesias; na verdade, 3 poemas e um texto em prosa.

Alguns dos desenhos podem ser encontrados no blog. Foram eles:

                                       * A mulher e o Espelho

                                      * Johnny Depp

                                      * Chaplin

                                      * Releitura de “A Virgem e o menino com Santa Ana”

 

Os textos, apresento, um dia, a vocês.

 

 

E sim, a sensação de expor é melhor do que imaginava.

Uma mente se abre;

os olhares se expandem;

as ideias evoluem;

as perspectivas multiplicam-se;

e, através das respostas que te dão, você parece sentir-se preparado para transitar por outros trabalhos, outras ideias, outros traços, outros Ollh’ares.

 

Agora, uma certeza, uma lição:

Vale a pena lutar para conseguir um espaço, mostrar o que você acredita que melhor saber fazer.

Sim, vale a pena. Ainda que as pessoas em volta nao reconheçam o valor da sua luta; ainda que você não encontre mãos que te deem o apoio desejado.

 

Próximo objetivo:

A PINACOTECA UNIVERSITÁRIA.

 

(Amém)

 





Poesia (?)

19 11 2009

 Um fingimento de poesia

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Um desenho: 

 

 

 

Morte (in)

(sobre desenhos e poesia)

De pouco a pouco, morre em mim o poeta

                            – E que diferença faria, dentre muitos de tantos que há.

De instante em instante, afogo-me em palavras mudas,

Sem fonética ou morfologia, sem sintaxe.

                            – E que marcas têm, se não incomunicáveis.

 São palavras de traços, cores e linhas.

                           – Por que sua expressão é essa, senão outra…





Marilyn Monroe

18 11 2009

 

 

Tenho me notado desestimulado para escrever.

Talvez, seja um indício de que poetas interiores também morrem,

como bem morrem tudo o que há por esta Terra.

E, até memórias perecem…

 

Então, de poucas palavras, mais um desenho recente.

Marilyn Monroe, no estilo realista ao modo Fellipe Ernesto.

 

 

Este foi meu primeiro desenho com lápis sanguínea.

 

Até mais.

 

 

 

 





Sobre mulheres

17 11 2009

Uma brincadeira: mulheres, tipos e cores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Releitura de pintura

11 11 2009

Um detalhe, uma releitura

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Abaixo, uma releitura que fiz de uma pintura.
Um detalhe da pintura, é bem verdade.
 
A pintura original é de Da Vinci, e chama-se:
 
 
Detalhe de "A virgem e o menino com Santa Ana"

Releitura de detalhe _ "A virgem e o menino com Santa Ana"

 

 

Descrições:

Lápis de cor, HB, pastel seco

Folha A3

 

 

 

E, falando em Da Vinci… gostaria de colocar aqui um pensamento que,

segundo dizem pela internet,

ser do mesmo:

“Tudo o que está no campo da realidade já foi sonho um dia”





A mulher e o espelho

7 11 2009

Desenho finalizado

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.foto

 

 

A foto acima é para comemorar:

finalizei um desenho (mais um).

Completamente a lápis de cor (como disse em outra postagem),

o desenho “A mulher e o Espelho” está, finalmente, concluído.

 

Confesso que não suportava mais esse desenho incompleto,

faltando o fundo…

E uma ressalva:

este desenho foi no intuito de, apenas, servir de estudo para anatomia feminina…

E gostei do resultado.

E você?

 





Brincadeira de anatomia

6 11 2009
Um desenho de 45 min.
Estudo_esboço

Direitos reservados

 

 

Enquanto tento concluir outras atividades (trabalhos de faculdade, estudos e alguns desenhos), posto aqui um esboço recente, feito ainda hoje. Uma brincadeira com foto de uma exposição de Gunther von Hagens (o homem que expôs corpos plastificados e dissecados…)

 

 

 

 





Sobre mulher e desenhos

26 10 2009
Postagem acessório
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mulher e o espelho
Direitos reservados

 

 

 

Essa postagem serve-me de acessório (ou desculpa) para postar o desenho acima.

Estou ansioso por concluí-lo o mais rápido possível.

 

 

Mas, pelos trabalhos anteriores, confesso estar disciplinado demais para me dar ao luxo de concluir o desenho meramente pelo prazer exibicionista (risos).

Então, compartilho-o, em detalhe. Logo mais, espero tê-lo finalizado, pondo uma cortina em renda no fundo.

 

Para o desenho, eu gostaria de ter feito a partir de modelos vivos, mas, como não foi possível, utilizei uma foto antiga e aproveitei ao meu favor (fazendo pequenas mas notórias alterações como, por exemplo, o estilo da “foto”; o desenho aparenta ser mais moderno que a foto).

 

Enfim, os dados do desenho:

(aprox) 47cm x 66cm, lápis de cor.

 

 

 





PAGU

26 10 2009
Patrícia Galvão

 

 

 

 

Essa semana conheci um pouco sobre Patrícia Galvão; ou talvez, PAGU.

Sua biografia é talvez extensa, e ainda pouco conhecida.

Quando li “Natureza Morta”, um de seus poemas, senti vontade de ilustrar os primeiros versos…

Eis que deixo aqui no blog esse registro: um desenho, ilustração, no mais completo estilo “Fellipe Ernesto”, como um ollhar ao poema de Solange Sohl (pseudônimo de PAGU).

 

 

              NATUREZA MORTA

Os livros são dorsos de estantes distantes quebradas.

Estou dependurada na parede feita um quadro.

Ninguém me segurou pelos cabelos.

Puseram um prego em meu coração para que eu não me mova

Espetaram, hein? a ave na parede

Mas conservaram os meus olhos

É verdade que eles estão parados.

Como os meus dedos, na mesma frase.

Espicharam-se em coágulos azuis.

Que monótono o mar!

 

Os meus pés não dão mais um passo.

O meu sangue chorando

(…)

 (Solange Sohl [PAGU], 15 de agosto de 1948)

 
 
Ilustração a partir do poema NATUREZA MORTA, Solange Sohl (PAGU), de 1948.

Ilustração a partir do poema "Natureza Morta", de Solange Sohl _ Desenho: Fellipe Ernesto

 

Desenho a lápis de cor e pastel seco em papel canson A4.

(Por que a scanner parece alterar o desenho?)

 

 





Smile

25 10 2009

Uma primeira vez.

 

O desenho realista consiste em a arte-final se aproximar, o máximo possível, dos efeitos de uma fotografia em satisfatória resolução.

Podem duvidar, mas algo é certo: não é fácil.

Minha primeira tentativa foi em 2004, e você pode concluir acertadamente que o resultado não foi um dos melhores. Então, pensando que não faço desenhos realistas, arrisquei-me a fazê-lo para me testar em um estilo que, pelo que sei, não é o meu.

 

O resultado:

Chaplin

Lápis HB, lápis de cor preto esfumado a mão

Acima, Charles Chaplin por Fellipe Ernesto. Lápis de cor preto, lápis HB esfumado a mão. Tamanho: 16cm x 17cm.

E uma vez que o assunto é desenho realista, convido você a visitar o blog de um artista alemão, chamado Dirk Dzimirsky, o qual desenha como se fossem fotos. No entanto, não se confunda: são arte de suas próprias mãos e alguns lápis (apenas lápis!). E sim, prepare-se, pois eu duvido que você nao se surpreenda.





sem asas.

22 10 2009

Um texto. Autoria minha.

 

 

 

Anjo, profunda…

Olha-te bem, desnuda-te

Veja:

Não tem asas.

 

sem asas





De dentro da cartola

19 10 2009

Algo direto da caixola

 

 

Folheando um dos meus tantos cadernos, encontrei um texto rabiscado e não revisado, que escrevi no ônibus em retorno para casa.

Quê tem relação esse texto com o blog?

Tem que, ao relê-lo, lembrei-me que esse texto me serviu para criação do meu primeiro desenho feito em cartolina; e já divulgado aqui no blog: “Eu, Mágico“.

Na postagem, divulguei que o desenho é um autorretrato, tendo eu 4 ou 5 anos de idade. Mas alguns fatos não comentei. Assim, peço licença (e gostaria de obter paciência) a vocês para abrir um pouco da minha intimidade e contar-lhes sobre um dos meus primeiros desenhos…

Quem me conhece há algum tempo, sabe bem da minha paixão pelo Teatro – Afinal, foram 10 anos de teatro amador e entrega total aos sonhos e peças teatrais. Não é por menos que, aos 4 anos de idade, desenhei um mágico sobre um palco, com coelho na cartola e varinha nas mãos, recebendo os aplausos de uma platéia. Esse foi, acreditem, meu desenho de atividade na escola, quando a “tia” pediu que desenhássemos o que gostaríamos de ser quando crescessêmos. E meu grande sonho sempre foi estar sobre o palco, ouvindo os estalos dos aplausos, e fazendo alguma mágica; uma grande mágica…

E daí?

Bom, a partir desses dados, os quais me foram contados pela minha mãe, relembro que até os meus 12 anos eu brincava de fazer cenários de peças de teatro em meu quarto. De praias à varanda de “Romeu e Julieta”, reproduzi em folhas coloridas e em tamanho grande coqueiros volumosos que ficavam de pé, a sala de magia do Mago Merlim, até ganhar, de minha mãe, uma escada de três degraus e fazer, a partir dela, uma varanda, uma nave ou um altar para Santos.

Poderia ser mais breve?

Claro, serei breve (pedi-lhe paciência). Não costumo contar essas coisas para tantos; acredito que muitos dos que me conhecem mal sabem desses fatos…

Enfim que, no tempo de produção do desenho que falei acima (e postado novamente abaixo), escrevi um texto sobre como seria o meu mágico. Isto é, o Eu, Fellipe Ernesto, Mágico. Eu, Mágico.

E seria (ou é) assim…

 

               Meu mágico tem poder.

               O mágico é a figura que faz, realiza, ilude, engana e provoca ao enganar. O mágico é conhecido por uma cartola, representação de um pequeno e misterioso mundo de objetos, segredos, truques e malícia.

               A varinha é como um “lápis” que constrói, que realiza; é a ferramenta para execução.

              As mãos, que são figuras para encontro de duas quintas de irmãos, são como asas que os insetos mechem, fingindo ter milhões de asas unidas a duas paradas; na ilusão do movimento, parece haver muito mais que cinco dedos ou um par de asas. E que sejam ilusoriamente sagradas como as coloridas e transparentes asas das borboletas ou místicas como as verdes asas das esperanças.

               Os olhos do meu mágico devem ser como um par de preciosas pedras magnetizadas à atenção.

               Se houver capa, que elas sejam dançantes como asas de cisne a pousar num límpido e sagrado lago de um castelo em fantasia.

 

(Fellipe Ernesto, em algum mês de 2009)

 

 

E o desenho; resultado do processo, das memórias, da concentração.

Meu abraço.

 

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Fantasia

16 10 2009
Fantasia
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Tenho momentos em que o impossível é espantar os sonhos, evitar o imaginário.
Então, fantasia.
Flutuação, crença.




Detalhe

8 10 2009
Detalhe (anatomia feminina)
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Mais um desenho em processo.
Lápis de cor em cartolina. Depois que pronto, aplicarei leve tons de pastel seco.
Até o momento, gostei do resultado acima.
E vocês, o que acharam?




Outra conversa. Sem café.

6 10 2009
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Do último domingo de março deste ano, a lápis de cor e pastel seco, em folha A4, esse desenho chama-se: IDEIA.

 E é isso. Deixo o desenho falar por si.

 

 Um abraço, com suco de cajá.





Uma conversa. Lápis, café e notebook.

30 09 2009

 

Minha última postagem foi longa, e ilustrada com imagens de um processo de desenho. E receio que esta presente postagem, destinada aos amigos e sem intuito de divulgar ou expor desenhos, também seja tão longa quanto; ou talvez mais.

Desta vez, o assunto do texto é agradecer e conversar um pouco enquanto, deste outro lado do computador, bebo café e espanto alguns mosquitos insistentes…

Como antes já fiz, gostaria de dedicar e agradecer aos amigos que me têm visitado e comentado, incentivando e colaborando, de alguma forma, com meu desenvolvimento e estudo.

Recentemente, tenho recebido alguns comentários em elogio ao blog, além da estatística que ultrapassa 3.000 visitas – acredite, isso é surpreendente para mim, pois fiz o blog acreditando que não seria divulgado ou que o conteúdo não agradaria a mais pessoas que meu círculo de amigos…

Nesse tempo (deixo claro: um forte agradecimento), amigos me ajudaram a divulgar o blog, pondo, no perfil do Orkut, o site e material que gostaram; é, entre alguns outros que eu talvez não tenha conhecimento, a Rita de Cássia e o Marcelo Filho (Moral).

Amigos também comentaram e estimularam por bom tempo, como a Jecik, que desapareceu por responsabilidades da faculdade e falta da internet (risos).

Outro amigo têm me estimulado por meio de longas e discursivas conversas sobre Arte, em tardes na faculdade, acompanhadas de café e certo ar de revolta (que não consigo esconder ao discutir). Este amigo (o Wilker) segue viagem para outra região do Planeta, levando consigo a primeira adaptação que fiz da Mona Lisa… E gostei muito do resultado, sendo que, infelizmente, não irei divulgar no blog porque não fiz uma cópia antes de entregar ao destinatário do mesmo… Imaginem que, ao desenhar a Mona Lisa, fiz o rosto barbudo e cabelos encaracolados do Wilker sobre o colo feminino e (certo modo) erótico da Gioconda (novos risos)…

Minha mãe continua a mesma mãe de sempre, mas começando a ver com outros olhos o seu “pequeno” artista. Recentemente, temos discutido em razão de alguns desenhos, os quais ela insistentemente os quer emoldurados em seu quarto. A um desses desenhos tenho um profundo (mas profundo mesmo!) apreço. O desenho consta em 4 folhas A3, como um quebra cabeça, formando um palhaço chorando, dos pés à cabeça. O início desse desenho data 27 de dezembro de 2008, e a conclusão temporária, em setembro de 2009. Todo a lápis de cor, e notoriamente inspirado em música e poesia, o desenho também é um dos que Mariana M. mais gosta e comenta, em razão de o olhar do personagem do desenho ser profundo e choroso… – aliás, se eu der esses 4 desenhos, a quem darei? Minha mãe ou Mariana?

 

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E Mari, com a sua certeza de que preciso de um curso urgentemente para aprender a desenhar, salvaguarda-me o ego… (continuo a amando amigavelmente, e rindo, rindo).

A conversa está longa, eu sei. É cansativo ler quando não há uma interação imediata às reações que você, leitor, possivelmente transpareça… Mas calma. Prometo-lhe encerrar em breve.

Quero agradecer ainda ao Wesslen, que tem comentado e posto alguns pontos em questão, dialogando, interagindo ou complementando, algumas ideias da postagem. E sim, é proveitoso conversar sobre arte com os que antes comentei porque, dentre outras coisas como o passar breve e proveitoso do tempo, as ideias parecem complementarem-se, seja na similaridade ou divergência.

E, claro, eu não poderia escrever esses agradecimentos sem comentar uma pessoa que, ao que imagino, não sabe da existência deste blog, mas, por uma pequena atitude e zelo com um desenho que fiz, me tem estimulado, fazendo-me pulular por dentro. Agradeço à mãe da Nique por zelar pelo desenho que fiz, emoldurando e guardando na parede de sua casa; um desenho menor que uma folha A4, mas talvez de maior importância do que uma cartolina A2 poderia suportar. Saber disso me tem deixado feliz, foi um fato curioso e estimulador. Uma atitude que muitos podem ter, mas talvez a esses muitos faltem o zelo pelo material

Outros tantos eu poderia citar. E perdoe-me se assim não fiz. São muitos os que têm importância na construção do meu pensamento, da aprendizagem e da reflexão que vou atrelando aos dias da minha vida… A esses tantos (citados ou não) e ao leitor dessa postagem, meu abraço sob a minha face em risos, como costumeiramente tenho quando agradeço.

 …

E sim, finalizarei a postagem, tendo posto, acima, um desenho como de costume. Aquele é um dos que comentei (quando falei de certo palhaço…). E abaixo, os quatro desenhos, unidos como um só, cuja altura é 1,30m – talvez, vendo-os assim, juntos, você possa sentir o tamanho do meu apreço e ciúmes por esse desenho, o qual pretendo, com muito fervor, dedicar um lugar na parede de alguma exposição que eu vier a fazer da minha Arte; Arte que muito considero!

 

 

Título: SINTONIA    _ Direitos reservados

Título: SINTONIA

 

  

*     Por último, uma observação: meu café esfriou, interrompi a escrita do texto algumas muitas vezes, dois mosquitos foram mortos e pelo menos dois deles circundam o ambiente. Alguém tem Raid?

 





Recomeçar um desenho

20 09 2009
 
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal
 

         Na última quinta-feira, à noite, dei início a mais um desenho. Com o tamanho de uma cartolina comum, comecei a esboçá-lo em folhas de ofício A4 para, depois, passar o esboço para a cartolina, utilizando caneta comum. Até aí, tudo bem.  

        Fiz o desenho nas folhas de ofício e simulei a posição do desenho. (1)

       Passei, a lápis, o esboço para a cartolina (2), e observei a foto, fonte para o desenho (3).

       E comecei.

       Primeiro, os olhos e óculos (4).

       Fiz o rosto (5) e parte do cabelo (6).

      Mas, eis que, ao terminar a cabeça, quase algumas horas depois, a palma da mão borra a o rosto com a tinta ainda fresca da caneta. (7) Pela foto, não se vê o borrão, mas, ao vivo, era visível

 

Assim, almejando um desenho sem rasuras no contorno,

dou-me por convencido a fazer todo o desenho novamente (8).

 

Foi a primeira vez que me permiti recomeçar um desenho.

Isso, logo na primeira instância, já me foi marcante.

 

Refiz o processo (9) (10).

 

       E, com a troca de caneta (por uma de secagem rápida), prossegui.

     Depois de terminada a cabeça, esbocei o cachorro na cartolina (11), e contornei-o (12).

       Desenhei a camisa (13), as mãos (14), e depois o fundo central (15).

 

 

 

Agora, depois de concluído as bordas, falta-me emoldurar.

Esse é o meu primeiro desenho com intuito de ser arquivo pessoal

(os demais, foram desenhados ou por lazer, hobbie, ou com intenção de expor).

 

O resultado:

Fellipe e Scooby

 

 





Um desenho… uma provocação

17 09 2009

 

Foto de acervo pessoal

Acima, uma foto de arquivo pessoal, uma pequena parte do processo de um desenho (um dos que mais gosto, e que pode ser visto aqui no blog).

Por enquanto, sem mais. Li algo que provocou uma reflexão profunda e, devo dizer, uma inquietação: “Desenho não é arte”… O que devo dizer, ou pensar?

 

 

Estou me sentindo provocado a pensar sobre; ao menos, para me posicionar: Desenho não é arte?





pOesia contempor´a`nea

9 09 2009

Experimentando…

ideiaologia

Imagem com movimento. Caso não visualize, clique.

 

Poesia a partir de entrevista com Arnaldo Antunes.

Se você gostou, veja outros experimentos, aqui.





ANATOMIA DAS MÃOS

26 08 2009
Detalhe_Estudo de Anatomia

Detalhe_Estudo de Anatomia

Um estudo de anatomia das mãos
(lápis de cor)




Por onde…

25 08 2009
Detalhe de desenho

Detalhe de desenho

 

… poderei tocar meus pés, em chãos desconhecidos?





IDENTIDADE

23 08 2009

Afinal, quê é IDENTIDADE ARTÍSTICA?

 

Identidade artística… isso existe mesmo?

 

Para começo de conversa, busquei saber o que é Identidade . Foi então na Wikipédia que encontrei uma resposta de que identidade “é o conjunto de caracteres próprios e exclusivos com os quais se podem diferenciar pessoas, animais, plantas e objetos inanimados uns dos outros”, em quaisquer conjunto de semelhantes ou opostos…

Daí, eu m pergunto: como então reconhecer uma identidade?

Na sociedade a qual fazemos parte, IDENTIDADE torna-se um pedaço de papel com impressão em frente e verso, chamado “documento” de identificação, sem o qual e sem “registro de nascimento”, um indivíduo passa a não existir socialmente. Por esse meio, parece-me que identidade é reconhecida pelo meio material: sem o “documento”, uma pessoa não tem “caracteres próprios” socialmente, uma vez que, sem “documento de identificação”, uma pessoa fica desprovida de benefícios sociais como, a exemplo, empregos e participação em programas do Governo Federal…

Dando um salto nessa conversa política-social… Venho questionar se o mesmo ocorre com “identidade artística”.

O que é “Identidade Artística”?

Para um recomeço de conversa, e pensando por agora, parece-me, antes de mais nada, que o conceito de “indentidade” se fixa com uma série de reflexões filosóficas… Explico: é como se, para haver IDENTIDADE, fosse preciso, antes e paralelamente, SER e EXISTIR.

Considerando que existo e sou, que elementos compõem a minha IDENTIDADE perante o mundo? Quais as minhas exclusividades? Como existo?

E na arte, que caracteres possuo como IDENTIDADE?

Mesmo que já morto, algum artista possuiu identidade? A identidade transita com o tempo? Renova-se?

De um artista morto socialmente, mas vivo na História da Humanidade, essa tal identidade artística se renova? Transita pelo tempo? Ultrapassa décadas?

Até quando tem validade uma IDENTIDADE ARTÍSTICA?

[ BUM! ]

Calma. Identidade artística não é um documento, e espero que não venha a ser… Se bem que, na mesma sociedade a qual fazemos parte, há quem considere que um artista existe em função de seu diploma em Belas-Artes… Ou, ainda, exista enquanto favorecimento de amigos e discípulos… Mas…

001No fim de tudo, convenho que a complexidade do mundo e das coisas mundanas existem diante dos meus olhos, e devo ceder diante de “querer descobrir o verdadeiro sentido das coisas, é querer saber demais”.

Então, encerro com um desenho. Um detalhe, na verdade. E dispeço-me ainda refletindo sobre as questões; sobretudo: “Como reconheço uma IDENTIDADE ARTÍSTICA?”

Expressão? Técnica? Traços? Formas? Temática? Cores? Cursos? Aptidão? Exercício? Maturidade?





Não sou renascentista

22 07 2009

 

 

                       Aparências falham, e elas também falham na tentativa de me definir em alguma escola/movimento artístico. Falham porque fechaduras e maçanetas existem para dividir águas, dois mundos diferentes – se assim não fosse, que outra razão haveria de separar duas salas?

                       Quero dizer com isso que, dependendo do modo como olham ou pensam, o desenho pode ser uma porta arquitetada que divide dois mundos (o real e o mimetizado); de modo abstrato, um mundo seminovo passa a existir e ter vida em imaginação por trás daqueles traços… Veja que os traços de um desenho representam o seu estilo; as cores, sua expressão a ser atingida. A liberdade da construção artística representa a autenticidade, logo marca própria de um artista. E quem se arrisca ollhar  além (‘com outros olhos’) verá uma dimensão maior do que permite o “olho mágico”. Seus ollhos serão suficientes.

                       Veja-se: dizem que sou renascentista. Por isso, gostaria de lhes dar a resposta de que não posso sê-lo porque esse tempo não me condiz. Estou no tempo que me acolhe e, ainda que meus olhos sejam suficientes para contemplar o proveitoso que me parece digno de ollhar, acredito que sei mirar para adiante.

                       Convido a ollhar meus traços; não são meros traços de Histórias em Quadrinhos (HQs). Convido a ollhar minhas cores; não são combinações desinteressadas. Convido a ollhar a artefinal e a posição dos personagens; não são cópias de grandes mestres da renascença. Convido a ollhar minha expressão; ainda que esteja a ser lapidada constantemente, e duvido que encontres outra igual, pois a diferença e autenticidade são partes da minha proposta.

                      Quero que, ao ollhar esses desenhos, você encontre uma novidade, um universo que talvez você desconhecesse ou despercebesse. Digo: não sou renascentista, e sequer pretendo ser um inteiro contemporâneo. Quero ser, simples e unicamente, o que absolutamente nenhum artista do mundo foi ou virá a ser: Eu, Fellipe Ernesto.

 

Direitos reservados

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 (Acima, detalhe de desenho em cartolina, a lápis de cor, baseado na música do Padre Fábio de Melo, “Vida”. O desenho será intitulado “Um anjo de uma Vida”.





Expressão

22 07 2009
Direitos Reservados

Pasta de portifólio artístico e desenhos _ Direitos Reservados

 

Hoje, perguntei a mim mesmo: que são desenhos?

Como percebemos um bom desenho?

 

                   Notoriamente, isso está relacionado à estética e ao modo de como cada um de nós entendemos e apreendemos as representações de um desenho. A partir daí, diante do nosso particular conceito do que é Arte, entendemos um desenho e passamos a admirá-los ou rejeitá-los.

                   Não estou aqui fazendo uma discursão acadêmica, e sequer pretendo parecer entendedor profundo do tema. Gostaria, apenas, de compartilhar um pensamento; talvez, em verdade, não um pensamento, mas uma tentativa de entender e conceber parte da minha expressão e percepção artística.

                 Eu grito silenciosamente nas cores que dou lugar, e falo como quem está em constante decomposição dum corpo ainda vivo. Embora meus pés estejam perfeitamente sãos, sinto-os – bem como sinto às vezes o peito e a garganta – como sentiu Miguel Ângelo e, como ele, “titubeio e procuro minha salvação. Atraído pelo vício e simultaneamente pela virtude, o meu coração inquieto me atormenta”. Quando pretendo representar o ser humano, percebo-o em seu semblante horroroso e medonho.

                 Quero a fuga. Quero transformar o que meus ollhos veem. E conquisto, ainda que seja inevitável deixar de expressar uma ponta agulhosa de tristeza. No entanto, a conquista da transformação é a maravilha que me  tranquiliza momentaneamente e me satisfaz a alma quando, vendo o semblante monstruoso do ser humano, encontro nele um ponto de inconformismo com o seu mundo e a real natureza a qual se esconde. É, esse inconformismo, um ponto para criar esperança de que talvez ainda haja uma transformação dos males. Veja-se o mundo que construo para mim mesmo, por querê-lo compartilhado.

 

Desenho em processo _ Direitos Reservados

Desenho em processo _ Direitos Reservados

 

 

 

 





Pensamento

21 07 2009

  

Abaixo, a parte superior de desenho (Outubro de 2008) e, em seguida,
um pensamento de fé.
 
Direitos reservados
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                     Peço licença aos céticos, ateus e os que não partilham da mesma opinião para expor o que acredito e penso.

                    Deus é o maior artista ainda vivo e existente. Apenas Ele resiste ao tempo, às dimensões, aos sistemas, à evolução. E apenas Ele sabe como ninguém unir, acasalar as cores, as formas e proporções. Você já percebeu como é a harmonia das cores de um pôr-do-sol, e como elas mudam com a transição do tempo? Não há nada que se possa provar como objeto mais exclusivo, belo e autêntico do que o universo que o homem não se cansa de descobrir e representar.

                    Deus é o artista; nós, talvez, os pincéis.

                    E a Arte sempre esteve viva. A diferença está entre os que crêem ou não. É como a fé: dependendo de onde e como a procuram, uns juram ter visto anjos; outros morrem na crença de que jamais alguém há de tê-los visto.

 

Fellipe Ernesto, março de 2009.





Sobre

19 07 2009

 

 

 

Quem não teve aula de artes na escola?

Direitos reservados

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Não resisto: acima, dois desenhos em proceso. (risos)

 

                  Faço desenhos porque amo minha relação com eles. Eu apenas sei viver intensa, inteira e verdadeiramente nessa relação. Quando desenho, meus ânimos se acalmam por instantes, até que retornam, não demoradamente, a borbulhar vontades enquanto que meus dedos se mechem sozinhos. (novos risos)

 

 

 





Quanto vale um desenho?

18 07 2009
 
 
 
                     Estive descobrindo novos desenhistas, e não pude deixar de perceber o quanto valorizam sua Arte. E digo “valorizam” em todos os sentidos, pois alguns de seus desenhos em folha canson A4 podem custar quase 500 reais.
                      Em razão disso, posto a imagem abaixo; novamente um desenho em processo.
Desenho x Dinheiro
Desenho X Dinheiro
                     Pode-se perceber claramente que, sobre o desenho, está uma nota em dólar com algumas moedas.
                     A razão disso é provocar em mim mesmo uma resposta que, até então, não obtenho:
 
                     – Quanto vale um desenho?
  
                     Muitas pessoas julgam, para um desenho em folha A4, o valor de 10 reais.
                     – Esse é um valor justo?
  
                    Os desenhos são produzidos e, quando realizados, são únicos: ninguém no mundo terá outro que não seja cópia.
                     – Qual o valor da exclusividade?
  
                     Se não houver técnica, um desenho pode não agradar.
                     – Qual o valor da técnica?
 
                    Se um desenho é produzido com técnica, muitos dirão que falta-lhe um pouco mais de expressão (acredito que mais valha a expressão que a técnica). E expressão não deixa de ser um envolvimento entre artista e objeto de arte.
                   – Quanto vale a expressão?
 
                   Algumas pessoas guardam por uma vida inteira as fotografias sobre um momento especial. Um artista produz um objeto marca de um momento forte para si.
                    – Quanto vale o emocional?
 
 
Afinal, quanto vale um desenho?