Na ativa (pelos bastidores)

28 12 2011

Doces: rabanada, sidra, bombons. Chocolate. Comida de fim de ano. Brincadeira de esculpir.

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Há algum tempo que não posto no blog, mas para mim ele continua na ativa!

Estou cansado com esse fim de ano de 2011.

 

Queria desenhar… mas como me faltam ideias e energia, tenho preferido continuar brincando com massa fria.

Dessa vez, pretendo fazer um anjo em escultura. Pretendo o maior realismo que me for possivel.

(Será que conseguirei?)

 

Fica aqui o registro do início do processo. A cabeça:

Esculpindo um rosto

 

E, claro, o registro de votos para que em 2012 hajam boas postagens por aqui.

As pessoas merecem ler e ver desenhos melhores!

 

 

Um abraço,

com achocolatado.

Tin tin.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Brincadeira de massinha: Dobby

16 11 2011

Hora de limpar bagunça. Concluída. Frente à nova brincadeira.

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Passei o feriado de 15 de novembro (feriadão de sábado para terça-feira) modelando

por mera diversão

um boneco em massa fria, modelo DOBBY, de Harry Potter.

 

 

O material usado foi massa fria e acrílica, com roupa de tecido velho.

Não fiquei muito satisfeito com toda a modelagem: o boneco ficou com corpo e pernas grossas, o que foi necessário para que o mesmo pudesse se manter em pé).

 

Vale chamar atenção para os detalhes dos pés, unhas, dobras sobre/sob orelha, pescoço…

Enfim, vale chamar atenção para os detalhes de anatomia.

 

tin tin

(com Sprite)

 

 

 

 





Brincadeira de massinha: modelagem

11 11 2011
Brincando de massinha. Coisa de criança. Gente grande brincando.
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Resolvi brincar de modelar.
Só por passatempo…
 
Então, comecei a esculpir o DOBBY, de Harry Potter.
Direitos Reservados
 
Sei que não está muito fiel ao original do filme…
Mas como já comecei, resolvi tentar concluí-lo.
 
 

Direitos reservados

 
E, por enquanto, ele está assim
[sem braços, sem pernas].
 
Agora é esperar pela secagem para, somente aos poucos,
dá-lo por finalizado.
 
 
 
Para uma coisa dessas, hoje só podia ser dia 11 do 11 de 2011 (11/11/11).
 
Tin tin
por isso (risos).




O pássaro morto

13 10 2011

Início de uma fase interior. Novas mudanças. Outras experiências.

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Aos poucos, estou voltando a desenhar.

E dessa vez, um bosquejo (rascunho) pensando no ato da morte:

“O pássaro morto”

Direitos reservados.                                                               

E, pensando bem, pelo título e proposta, bem que este desenho

poderia virar algo mais sério, com outra perspectiva de traço, cor e elaboração.

 

É… Quem sabe…

 





Im / perfeições

18 09 2011

Sobre um tempo antigo. Sobre as dores da alma e do corpo.  Sobre a luta de quem deseja viver.

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Esses dias, abri a pasta de desenhos antigos, que haviam sido varridos para o fundo do armário, quase indo ao lixo.
 
Lá, entre eles, encontrei um desenho que não agrada a muitas pessoas, mas que me agrada lembrar como foi produzido, tendo pensados os traços, as cores e os objetos do desenho
 
Ei-lo.
Um desenho em homenagem às crianças, mulheres e homens que lutam contra algum tipo de cancêr; um “drink” aos que lutam e sentem sede de viver:
 

Menina com Cancer _ A3 (2009)

 

 

 

Desenho feito para M@be, uma forte mulher que conheci pela internet e se tornou um exemplo de admiração, luta, persistência e de uma pessoa que cativa os amigos todos os dias que pode.

 

Ao anseio e ao desejo de continuar vivendo.

Um brinde à vida;

Um brinde ao que posso aprender com essas pessoas, de luz e força.

 

Tin tin.

 

 

 





Tempo. Tempo. Tempo. Tempo. Temp…

21 08 2011

 

Queria ter tempo para realizar tudo o que sinto vontade de fazer no espaço de um minuto…
 
 
 
 I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.
Direitos reservados

I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute. I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.I wish I had time to accomplish everything I wanted to do in one minute.

 

 

 

 





Uma história de papel e madeira.

3 08 2011

Mais um início de processo. Um Pinóquio. Uma história por trás dos traços e das cores.

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Estou com um número variado de desenhos em processos,

e nenhum desenho iniciado há dois meses foi concluído.

 

Isso se deve à correria do dia-a-dia, às obrigações de rotina e do curso de pós-graduação…

 

Mas a inconclusão dos desenhos não é bem um problema para mim [risos],

uma vez que neste blog tenho preferência por postar desenhos em processo [novos risos]

 

Então…

Abaixo segue detalhe de um dos desenhos em que estou trabalhando.

Trata-se de uma versão de Pinóquio (o boneco de madeira que queria ser um menino de verdade).

 

Desenho em processo. (Aprox. 50cmx70cm) Direitos reservados

 Esse é o trecho do “Era uma vez… um boneco de madeira“.
A outra parte da história se segue… aos poucos.

As cores, os traços, os sonhos se encarregam de continuar o processo.

 Afinal, nem todas as histórias são tão curtas quanto as fábulas de La Fontaine. [risos]

 

Tin tin.

 

 





Relíquia

1 08 2011

A guache. Brincadeira de criança. Pintura. Do fundo do baú.

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Sem muito, um desenho (re)encontrado depois de algum tempo perdido…

Como se pode notar, Harry Potter (com perdão dos que algum preconceito sentem… [risos])

O ”desenho”/”pintura” está datado em 09/07/2004;

há contados sete anos atrás, pintado a guache sobre papel.

Na época, senti um baita orgulho do desenho…

Não era pra menos: sem curso, consegui pintar um retrato

(com suas falhas, mas um retrato adolescente).

A relíquia:

 

À vida, à guache e ao papel:

tin tin.

 

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Um pecado dos livros de História da Arte

30 06 2011

Uma observação. Uma indagação. Um pecado ao gênio da arte.

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… taças quebradas…

Nem eu me recordava quem seria Camille Claudel, até ver o filme e relembrar de que, há alguns anos resolvi ilustrar uma escultura que tinha visto numa folha avulsa de papel…

E a escultura era “A valsa”, de Camille Claudel…

Desenho antigo _ 2003.

Como se pode ver na ilustração (original de 2003), na época eu não passava de um pré-adolescente infantilóide e sonhador (e creio que, para o desprazer do mundo, eu não evoluí tanto assim… [risos]).

 

Mas o que interessa é que apenas hoje, oito anos depois de ter feito o desenho acima, me dei conta de que já conhecia Camille Claudel, mas a havia esquecido porque os livros de História da Arte que tenho lido ultimamente não a mencionam, como se a artista tivesse sido apagada pelos 30 anos de aprisionamento no hospício, quando impedida de esculpir a sua liberdade

 

 

A pergunta que me faço é:

Onde estão o nome, as obras e a personalidade de Camille Claudel?

Onde está o nome da escultora, nos índices onomásticos dos livros de História da Arte?

 …

 

 Sem “drink” dessa vez.

… taças quebradas pelo descaso aos grandes artistas, pelo  medo de superação uns dos outros…

 

 

 





Re|pensa|ndo

28 06 2011

Pensando / Desenhando. Status: verbos do particípio.

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Decidi me dedicar um pouco à leitura teórica sobre desenhos: cores, traços, movimentos culturais, perspectivas históricas e pensamentos filosóficos e artísticos.

E devo dizer que na leitura perdemos a ingenuidade e, aos poucos, sentimos a necessidade de formar o nosso próprio pensamento artístico. Tomar partido, ter uma visão unilateral das coisas. (Embora eu duvide da possibilidade de se ter uma visão unilateral da arte; a tão múltipla arte…)

 

Daí, pensei neste blog.

Há 3 anos que está na internet, com postagens mensais (ou, às vezes, semanais). E desde o início OllhO’s Blog se consolidou (para mim) como uma série de ‘ensaios’ sobre traços, cores e principalmente sobre os bastidores do desenho: busquei deixar claro que não há mágica aos traços, mas, sim, um exercício em processo.

E hoje em especial estou relendo as postagens antigas do blog: quanta besteira…! (risos)

Já não sei mais da total validade das antigas postagens para meu pensamento artístico neste presente momento.

No entanto, há uma certeza que permanece desde sempre:

 

Sinto que existo enquanto tracejo e rabisco;

e o que mais quero é simplemente desenhar, dar cor, em liberdade.

 

Tin tin para a vida.

 

 

 





Mulher

23 06 2011
Um desenho. Sem delongas.
 
 
Eu só queria rabiscar um pouco.
Pensei numa mulher, e  como e quando ela talvez se identifica mulher?
 
Como não sou uma (risos), pus-me a imaginar que se percebam mulher quando descobrem não apenas os seios, mas também o ventre, a auto-estima e alguma coisa que só elas sabem o que é. (novos risos)
 
E foi a partir daí que imaginei, e rabisquei um desenho.
 
Desculpem-me as mulheres, se não lhes agradar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




Aura da obra de arte

15 06 2011

Um escrito. Breve. Da aura dos traços e das cores. Doces, salgados e refrigerante.

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Walter Benjamin, ensaísta, crítico literário, sociólogo (e tantas outras coisas que ainda não sei), certa vez escreveu sobre a destruição da aura que envolve as obras de arte, em razão da constituição do objeto de arte individualizado e único.

O problema (para quem resolver estudar e se aprofundar um pouco mais) é um tanto mais complexo do que se pode descrever nesse blog, mas, em geral, tenho apenas uma consideração:

 

Talvez, muito provavelmente seja eu um pastiche romântico, masquando desenho… não sei por qual ventura… tenho a impressão de que os desenhos e as cores emanam uma aura.

Desenho em processo. 66cm x 48cm (aprox)

E é por isso (e enquanto houver aura) que eu me aventuro a desenhar e dar cor; mesmo quando muito cansado e quase desistindo de tracejar e colorir.

 

 

 

Um brinde à arte; e aos que, de alguma forma, amam a arte.

Tin tin.

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Aquarelável

20 05 2011

Um pássaro perto de casa. Uma imagem. 

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Treinando aquarelas.

O resultado:

Folha A4 creme. Aquarela e lápis 6B.

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[Enquanto dormia, sonhei com esse pássaro azul, sobre as nuvens.]

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indo para o oeste

16 05 2011

 Pensolhos: é tempo de preparar uma nova viagem.

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Tenho pensado em fechar meus ollhos por um tempo: sentir arte e pensar sobre ela cansam, e ouvir o que muito se fala em rodas de estética parece-me exaustivo e lamentável…

Aos poucos, vou sentindo pessimismo quanto à discussão sobre arte, desenhos e coisas afins. Dá-me a impressão de que muito sobre arte já não se discute; ou por que muito já foi discutido, ou por que vivemos a destruição de muitas ideias conservadoras sobre arte, de modo que agora estamos catando os cacos do que restou para tentar colar as peças que (sabemos) não se juntam mais: algumas crianças (brincalhonas e peraltas) adentraram na sala proibida da Casa da Vovó e quebraram vasos, porcelanas, objetos decorativos, estátuas de mármore, pinturas em tela, desenhos de aquarela e tinta óleo

 

“E agora, o que nos restou?”

 

Como se diz sobre a linha do tempo: o passado se foi e não volta mais. Nada mais será como já foi um dia.

Os cacos estão espalhados por aí afora. Aos poucos, catamos as peças que nos parecem viáveis e montamos  a nossa própria arte, com os pedaços que restaram de várias daquelas peças quebradas.

 

Muitas vezes, ao pensar sobre quem faz arte e a sua dimensão no mundo, sinto que estamos perdidos no mar aberto, sem mapa ou direção, boiando sobre alguma coisa que nos serve apenas para manter-nos sobre a superfície. É cansativo nadar quando não se avista terra: a viagem torna-se um fardo, e o aventureiro já não sente os estímulos da aventura: “Qual a razão de continuar essa viagem?”

Os ollhos também se cansam de estarem abertos, e as pestanas já são pesadas e grossas à vista. Estou cansando da minha ideologia para com a arte, para com as pessoas, para com meu espaço. Pode ser que eu precise de uma renovação de conceitos. Pode ser que eu precise de novas cores, novos traços, novos diálogos

Por ora, resolvi-me a uma nova aventura (talvez para tentar novos ânimos por esse mar aberto): vou redescobrir meus antigos traços. Sinto falta deles. Imaturos e infantis, toscos e desproporcionais, com anjos e coringas, com “aquilo”… Gostem ou não, é ali que identifico minha aventura, mesmo que minha perspectiva por meus traços seja tão alheia às perspectivas atuais do nosso tempo que não se define…

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Vou para o oeste:

mudar a rota de percepção,

olhar a discussão pelo escanteio,

refugiar-me com os elfos de Condor.

“Levantar velas”: Tin tin

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Uma taça de vinho

13 05 2011

Saudade dos que foram. O vinho. A vida, na morte.

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Tenho sentido falta dos que partiram e, pelo que se sabe, não voltam mais.

Sinto falta de suas presenças e da possibilidade de dar-lhes um abraço, fazer-lhes algum carinho, dizer-lhes o quanto os amo.

  

Esboço de desenho _ Em processo

Penso que a consciência da morte existe muito próxima da sensação de perda, principalmente dos que ficam, e tem como aliada a angústia de que, quando ela chegar, tudo o mais pode vir a ser um grande vazio, em que nada existe e o corpo se acaba em algum lugar.

Sentimos medo: e se for verdade o que dizem de religioso por aí?

 

Sentimos o pânico instalado e carregado pela própria palavra: morte.

Ela não nos aparece nos mitos da antiguidade como a marca de uma alegria, de uma paz e da libertação do homem para um lugar novo e reconfortante, onde aliviaremos nossa dor e nossos medos mais primitivos.

Dado algum tempo, preferimos crer (outros não) na imagem mais leve e serena da morte.

Direitos reservados

Despida da carcaça negra e encapuzada e do falcione, a morte, como representada em muitas poesias modernas, passa a ser uma dama de branco, levemente melancólica, de vestido de renda e seda e imagem de cabelos e vestidos esvoaçantes. Mas, apesar dessa “leveza” pictórica, a morte ainda nos traz o mórbido, o fúnebre, o desligamento do mundo e consequentemente de tudo o que foi prazer, alegria e estatuto de felicidade (por mais temporária que fosse).

 

 

 

Alguns conceitos não mudam sua natureza, e parte da dor da perda permanece para sempre nas pessoas que a viram de perto.

 

Desenho em processo

Esta postagem é uma forma de tentar abrandar (embora não sei se com sucesso) a saudade dos amigos que se foram e me fazem muita falta, pois, de alguma forma, com grande dificuldade, eu poderia me contentar jamais tornar a vê-las, desde que tivesse toda a certeza, dentro de mim, de que estão bem e que podem receber o meu abraço carinhoso e apertado.

 

É grande, é forte, é muita saudade.

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RE-pensar a estética

21 04 2011

Uma inquietação. Dos centros de discussão sobre estética tradicional. Sobre essa bíblia.

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Estou inquieto:

Será verdade que toda obra de arte de valor tem em si mesma referências ao meio social?

Por que a obra de arte se reduz aos ambientes do social ou do religioso, ou, quando muito pouco, à defesa de implantações políticas e educacionais humanas?

 

E se, ao final de tudo, a arte for um sonho ideológico, uma linda utopia, que sustentamos para dar às discussões políticas uma sustentação bonita, onde homens e mulheres são humanizados pela apreciação artística?

Toda obra de arte é apreciativa?

Ou, no jogo de romper fronteiras, a obra de arte se molda às novas necessidades e descobertas intelectuais não explicadas pelas bíblias da Estética?

 

Em processo.

 

 

 

Ora, convenhamos: discutir arte é interessante. Numa roda em que se discute, diz-se de longe que ali estão os mais interessantes intelectuais, preocupados com a preservação da obra de arte e com a valorização da arte. Mas, em muitos onde se discute arte, aproximamo-nos e descobrimos que a conversa não evolui: centra-se na bíblia estética consagrada e já em desuso.

Não dá para levar à máxima tudo o que se diz sobre arte.

Para existir aos homens, ela, de alguma forma, sustenta-se na subjetividade individual; espaço onde nenhuma estética se sustenta e lá perde forma.

 

Talvez seja o momento de intelectuais repensarem suas teorias, sendo maleáveis, e utilizando do bom senso de que, algum dia, o que foi ditonão cabe integralmente à atualidade do pensamento estético, artístico e social, pois a sociedade e os tempos evoluem de alguma forma, e, com eles, a arte e o pensamento artístico também se desenvolvem.

 

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[Reticências]





Traços d”os poemas”

14 04 2011

Desenho. Mais que ilustração. Traços de poesia. Cores. Aquarela-versos.

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Minha versão do poema de Mário Quintana: que me perdoe frouxidões.

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A uma pessoa que, atrevida em risonhas ironias, põe-se a proferir em alto e bom tom versos que amedrontam até os mais experientes leitores de literatura; e espanta a quem a ouve, pois os versos transcritos ao vento repassam as mesmas estruturas que ainda há no papel…

A essa pessoa este desenho, pois ela, sem saber, fez-me novamente escrever, sentir-me de algum modo reencontrado na prosa, nos riscos da Literatura e da arte.

 

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Em ruínas

10 04 2011

Um (longo) registro. Café esfriando. Tapioca. Diário de bordo, mudando de fase, as ruínas da academia.

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Em Maragogi, no Estado de Alagoas, há um mosteiro em ruínas escondido em um ponto alto, e já muito desgastado pelo tempo, pela maresia e pela população. Visitei esse mosteiro de nome Mosteiro de São Bento há poucas semanas atrás, final do mês de março…

 

O lugar me causou grande impacto: em ruínas, poucas paredes permanecem em pé, e o cemitério dos monges foi reutilizado na década de 50, 60 (e até mais recentes que isso), além de ter sido construído um cemitério para a população bem próximo a esse mosteiro. Algumas tumbas estão abertas, e podemos ver o caixão e os ossos de alguns monges sem-nome. As paredes (muitas derrubadas) são grossas e parte do piso permanece no local, já sem teto. A vista da frente do mosteiro nos mostra a praia de Maragogi, e ao fundo vemos um cemitério fechado e uma nova capela com a porta sendo arruinada pela maresia. O lugar, ao meu ver, é impressionante e de forte impacto; acho que pela degradação e pelo que pode ter sido aquele lugar. Ainda podemos ver alguns lugares onde possivelmente carregou duas imagens no oratório, além de alguns vestígios de velas acesas todas as noites pela população em volta. Em suma: um lugar histórico, degradado (como muitos em Alagoas), fortemente carregado pela religiosidade e pelo espírito da morte.

 

 

 Relembrando esse lugar, tenho a impressão de que dentro de mim um mosteiro se destruiu; as ruínas do que ficou parecem pesadas de serem carregas, e já não há razão visível para eu acender as velas em culto ao passado: descobri ali, no local que um dia foi o Mosteiro de São Bento, que tudo à minha volta não tem a mesma forma de novidade, e eu não me dei conta de que a maior mudança foi dentro de mim.

 

Algumas pessoas próximas se foram. Umas deram adeus: seguiram suas vidas ou foram dormir a sete palmos. E outras ficaram onde as deixei, pois fui eu quem parti de suas vidas. Percebi coisas que já não me são mais importantes; que conceitos de vida ficaram para trás; atitudes e sonhos se dissiparam feito ruínas. Alguns interesses pessoais permanecem (ou será outra mera ilusão?), e outros interesses se destróem diante de mim, e eu os assisto como quem vê o fogo queimar papéis e lançar faíscas nas cinzas do que resta

 

Sempre tive consciência de que a vida segue fases, e a cada uma delas um momento de transição separa o que passou e o que está por vir, mas não pensei que o passado sofresse a ruína e o desmoronamento do descaso e da distância com o presente; não pensei que o passado morresse dessa forma, como o Mosteiro, dentro de uma só pessoa. Talvez porque, até então, eu tenha superado a idade dos vinte anos, e sentido agora o peso de uma vida adulta. Talvez antes eu apenas fosse um garoto que aprendia com as experiências dos mais velhos, mas que até então não aprendera muito mais com suas próprias experiências de amadurecer

 

 

O tempo já me pesa para algumas coisas, como a percepção de que muitas coisas na vida são desgastantes, tristes e enfadonhas (como as instituições públicas e acadêmicas), e que, apesar de vermos a nu a decadência do lugar, não é tão fácil recuperar os caminhos perdidos e os investimentos jogados ao vento que poderiam, se não recuperar a importância do lugar, ao menos lançar ao futuro uma nova perspectiva e um funcionamento que realmente funcione na nova realidade. É como ver as paredes do antigo Mosteiro já tão desgastadas e que logo mais poderá não resistir e será esquecido, entrando em falecimento na memória, correndo o risco de perder a sua historicidade e sua imagem religiosa para o conforto dos que ficaram e para a proteção e fé dos que pretenderem crer…

 

 

Mas infelizmente os setores e órgãos públicos e acadêmicos persistem em suas velhas formas de funcionamento, agarrando-se ao “poder” supérfluo de um pequeno grupo que atém o controle do funcionamento do estabelecimento que se desgasta e se arruína perante os nossos olhos

 

A ruína dentro de nós mesmos pode ser impactante aos nossos sentidos. Mas, com certeza, nenhuma ruína é mais severa do que aquela que acontece nos órgãos públicos e acadêmicos que, em teoria, deveria nos apoiar diante do desenvolvimento social, político e cultural; e isso, é claro, supõe apoio e investimento aos que procuram na Universidade (e nos demais órgãos públicos) o apoio e o incentivo para se desenvolverem e cuidarem de suas saúdes físicas e intelectuais, com um funcionamento verdadeiramente responsável e comprometido.

 

 

 

Fica aqui o registro de um lugar que poderia ser Patrimônio Histórico (Mosteiro de São bento). Fica aqui o registro (leve) do desgaste que, aos poucos, corrói as paredes da intituição pública (mais especificamente algumas universidades).

 

E fica o registro,

com café e tapioca,

de uma transição de percepção dos sentidos e das experiências; transição à qual somos sujeitos involuntários, e sempre seremos postos a novas provas.

 

Tin tin.

 .

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Foto-grafia

19 03 2011

Picture. Grafia. Foto. Texto. Breve. Amplo. Enxuto.

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Às vezes, ollhos fechados nos fazem enxergar além dos limites impostos.

 

Direitos Reservados

 

Vinho tinto:

tin tin.

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Falta de inspiração

23 02 2011

Café frio. Palavras. Papo com botões.

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Por que há tempos em que nada surge?

Por que é tão fácil desenhar? E por que é tão difícil ao mesmo tempo?

Onde estão as ideias?

Onde está “o estalo” que dá força ao braço e nos mostra como é fácil fazer a mais monstruosa linha?

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Devo admitir: discutir arte e suas manifestações causa-me um grande desgaste. Talvez tanto emocional quanto intelectual. Há momentos em que penso: qual a razão de estar discutindo um labirinto incessante, por onde tantas teorias se perderam e foram devoradas pelo tempo, pelo esquecimento, pela incompletude, por um Minotauro? … Mas, quando penso em lançar mão dessas discussões, sinto que estou faltando com uma responsabilidade comigo mesmo.

Eu sei que soa romântico, e talvez um tanto piegas, mas eu sou daquelas pessoas que precisam fazer uso da estética do desenho para sentir-se um pouco aliviado, ou um tanto eufórico. É piegas, eu sei. Mas é como uma droga que ameniza ou intensifica as emoções, ou um diário em que não me mato cada vez que não encontrar as palavras certas para dizer. Mas, para mim, o risco e o perigo do desenho estão na canalização das emoções. Eu sou desse tipo. E, tantas vezes, percebo que escrevi em linhas e cores o que desejei conversar quando não havia ninguém que pudesse entender. Aí, nesse caso, é que percebo a esquizofrenia e o masoquismo do desenho: as dores e as alegrias, a frustração por não conseguir passar ao papel o que se pretende. Isto porque apenas a inspiração não basta.

 

Fellipe Ernesto

Lápis de cor. Folha A4.

Janeiro, 2011.








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