Não sou renascentista

22 07 2009

 

 

                       Aparências falham, e elas também falham na tentativa de me definir em alguma escola/movimento artístico. Falham porque fechaduras e maçanetas existem para dividir águas, dois mundos diferentes – se assim não fosse, que outra razão haveria de separar duas salas?

                       Quero dizer com isso que, dependendo do modo como olham ou pensam, o desenho pode ser uma porta arquitetada que divide dois mundos (o real e o mimetizado); de modo abstrato, um mundo seminovo passa a existir e ter vida em imaginação por trás daqueles traços… Veja que os traços de um desenho representam o seu estilo; as cores, sua expressão a ser atingida. A liberdade da construção artística representa a autenticidade, logo marca própria de um artista. E quem se arrisca ollhar  além (‘com outros olhos’) verá uma dimensão maior do que permite o “olho mágico”. Seus ollhos serão suficientes.

                       Veja-se: dizem que sou renascentista. Por isso, gostaria de lhes dar a resposta de que não posso sê-lo porque esse tempo não me condiz. Estou no tempo que me acolhe e, ainda que meus olhos sejam suficientes para contemplar o proveitoso que me parece digno de ollhar, acredito que sei mirar para adiante.

                       Convido a ollhar meus traços; não são meros traços de Histórias em Quadrinhos (HQs). Convido a ollhar minhas cores; não são combinações desinteressadas. Convido a ollhar a artefinal e a posição dos personagens; não são cópias de grandes mestres da renascença. Convido a ollhar minha expressão; ainda que esteja a ser lapidada constantemente, e duvido que encontres outra igual, pois a diferença e autenticidade são partes da minha proposta.

                      Quero que, ao ollhar esses desenhos, você encontre uma novidade, um universo que talvez você desconhecesse ou despercebesse. Digo: não sou renascentista, e sequer pretendo ser um inteiro contemporâneo. Quero ser, simples e unicamente, o que absolutamente nenhum artista do mundo foi ou virá a ser: Eu, Fellipe Ernesto.

 

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 (Acima, detalhe de desenho em cartolina, a lápis de cor, baseado na música do Padre Fábio de Melo, “Vida”. O desenho será intitulado “Um anjo de uma Vida”.





Expressão

22 07 2009
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Pasta de portifólio artístico e desenhos _ Direitos Reservados

 

Hoje, perguntei a mim mesmo: que são desenhos?

Como percebemos um bom desenho?

 

                   Notoriamente, isso está relacionado à estética e ao modo de como cada um de nós entendemos e apreendemos as representações de um desenho. A partir daí, diante do nosso particular conceito do que é Arte, entendemos um desenho e passamos a admirá-los ou rejeitá-los.

                   Não estou aqui fazendo uma discursão acadêmica, e sequer pretendo parecer entendedor profundo do tema. Gostaria, apenas, de compartilhar um pensamento; talvez, em verdade, não um pensamento, mas uma tentativa de entender e conceber parte da minha expressão e percepção artística.

                 Eu grito silenciosamente nas cores que dou lugar, e falo como quem está em constante decomposição dum corpo ainda vivo. Embora meus pés estejam perfeitamente sãos, sinto-os – bem como sinto às vezes o peito e a garganta – como sentiu Miguel Ângelo e, como ele, “titubeio e procuro minha salvação. Atraído pelo vício e simultaneamente pela virtude, o meu coração inquieto me atormenta”. Quando pretendo representar o ser humano, percebo-o em seu semblante horroroso e medonho.

                 Quero a fuga. Quero transformar o que meus ollhos veem. E conquisto, ainda que seja inevitável deixar de expressar uma ponta agulhosa de tristeza. No entanto, a conquista da transformação é a maravilha que me  tranquiliza momentaneamente e me satisfaz a alma quando, vendo o semblante monstruoso do ser humano, encontro nele um ponto de inconformismo com o seu mundo e a real natureza a qual se esconde. É, esse inconformismo, um ponto para criar esperança de que talvez ainda haja uma transformação dos males. Veja-se o mundo que construo para mim mesmo, por querê-lo compartilhado.

 

Desenho em processo _ Direitos Reservados

Desenho em processo _ Direitos Reservados

 

 

 

 





Pensamento

21 07 2009

  

Abaixo, a parte superior de desenho (Outubro de 2008) e, em seguida,
um pensamento de fé.
 
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                     Peço licença aos céticos, ateus e os que não partilham da mesma opinião para expor o que acredito e penso.

                    Deus é o maior artista ainda vivo e existente. Apenas Ele resiste ao tempo, às dimensões, aos sistemas, à evolução. E apenas Ele sabe como ninguém unir, acasalar as cores, as formas e proporções. Você já percebeu como é a harmonia das cores de um pôr-do-sol, e como elas mudam com a transição do tempo? Não há nada que se possa provar como objeto mais exclusivo, belo e autêntico do que o universo que o homem não se cansa de descobrir e representar.

                    Deus é o artista; nós, talvez, os pincéis.

                    E a Arte sempre esteve viva. A diferença está entre os que crêem ou não. É como a fé: dependendo de onde e como a procuram, uns juram ter visto anjos; outros morrem na crença de que jamais alguém há de tê-los visto.

 

Fellipe Ernesto, março de 2009.





Sobre

19 07 2009

 

 

 

Quem não teve aula de artes na escola?

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Não resisto: acima, dois desenhos em proceso. (risos)

 

                  Faço desenhos porque amo minha relação com eles. Eu apenas sei viver intensa, inteira e verdadeiramente nessa relação. Quando desenho, meus ânimos se acalmam por instantes, até que retornam, não demoradamente, a borbulhar vontades enquanto que meus dedos se mechem sozinhos. (novos risos)

 

 

 





Quanto vale um desenho?

18 07 2009
 
 
 
                     Estive descobrindo novos desenhistas, e não pude deixar de perceber o quanto valorizam sua Arte. E digo “valorizam” em todos os sentidos, pois alguns de seus desenhos em folha canson A4 podem custar quase 500 reais.
                      Em razão disso, posto a imagem abaixo; novamente um desenho em processo.
Desenho x Dinheiro
Desenho X Dinheiro
                     Pode-se perceber claramente que, sobre o desenho, está uma nota em dólar com algumas moedas.
                     A razão disso é provocar em mim mesmo uma resposta que, até então, não obtenho:
 
                     – Quanto vale um desenho?
  
                     Muitas pessoas julgam, para um desenho em folha A4, o valor de 10 reais.
                     – Esse é um valor justo?
  
                    Os desenhos são produzidos e, quando realizados, são únicos: ninguém no mundo terá outro que não seja cópia.
                     – Qual o valor da exclusividade?
  
                     Se não houver técnica, um desenho pode não agradar.
                     – Qual o valor da técnica?
 
                    Se um desenho é produzido com técnica, muitos dirão que falta-lhe um pouco mais de expressão (acredito que mais valha a expressão que a técnica). E expressão não deixa de ser um envolvimento entre artista e objeto de arte.
                   – Quanto vale a expressão?
 
                   Algumas pessoas guardam por uma vida inteira as fotografias sobre um momento especial. Um artista produz um objeto marca de um momento forte para si.
                    – Quanto vale o emocional?
 
 
Afinal, quanto vale um desenho?




Mãos em fraternidade: por um mundo melhor

3 07 2009
Estou fazendo mais um desenho em tamanho:
47,5cm x 66 cm, a lápis de cor.
Sobre o desenho, posso dizer que foi inspirado pela música “Vida”, de Padre Fábio de Melo.
Enquanto isso, posto aqui um desenho recente.
Está datado em 28 de junho de 2009.
Direitos Reservados
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É que… Duas mãos se encontrando e se unindo, atraem-me os OllhO’s.








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