pOesia contempor´a`nea

9 09 2009

Experimentando…

ideiaologia

Imagem com movimento. Caso não visualize, clique.

 

Poesia a partir de entrevista com Arnaldo Antunes.

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3 respostas

1 10 2009
Wesslen

Decidi, finalmente, “criticar” seu poema contemporâneo. Sempre tentando um diálogo com a proposta posta. A primeira coisa que me chamou a atenção foi o “ID” piscando intensamente no fundo central do poema. Me remeteu, sem nenhuma escala, ao “Id” psicanalítico, aquele que é nossa parte mais impulsiva e instintiva. O fato dele estar psicando (ou pulsando) me passou a convicção de se tratar exatamente disso: a pulsão que é o próprio “Id”. Assim, logo em primeira leitura, temos o eu-lírico “possuído” ou dominado pela pulsão (representada pelo “Id” piscando). Mas, fica a pergunta, que pulsão seria essa que toma conta tão fortemente (e grandemente – pelo espaço ocupado por este “Id”) do eu-lírico? Isto é respondido logo ao redor dessa pulsão: duas (ou uma só?) respostas são dadas. A primeira é o que primeiro se forma acima do “Id” pulsante: “IDEIa” e novamente temos um “ID” se formando, dá-se uma pequena pausa e segue o resto da resposta: “eia”. É, parece engraçado, mas foi o que me soou: “Id, eia!”, como quem diz: “Olha, Id, eis a tua resposta: Ideia!”. O “Id” pulsa fortemente, gerando pulsões e pulsões que formam a resposta: Ideia!. É, por isso, que o “Id” pulsa tão alucinadamente, por uma ideia. Mas a resposta ao “Id” não termina aí. Em seguida, descendo do plano da ideia como quem busca voltar ao plano do real (em contraponto com o ideal – representado pela “ideia”), temos a “logia”, a lógica, a razão. Essa lógica, que também responde à pulsão do “Id”, forma-se vindo do plano ideal e faz como que uma ponte entre o ideal e o real surja. Assim, o “Id” (pulsão, impulso, instinto) forma, primeiramente uma ideia, um ideal, em um plano superior; ideia que também pulsa, posto que é pulsão do “Id” e é ideia impulsiva (pela propria ideia) e, em seguida, é submetida ao “Logos”, à razão, ao estudo, que traz essa “ideia” para o plano do real, da existência, fazendo com que ela “desça” e se estabeleça no real. Deste modo, o que estava no plano da ideia (gerando por uma pulsão) termina por descer, submetida pela razão, pela lógica, deixando assim de ser a pulsão inicial para ser um híbrido: meio-pulsão (por ter sido o impulso), meio-razão (por ter se tornado lógico): ideologia. Por fim, temos os dois pontos, que me fizeram remeter à abertura do poema à uma “ideologia”. Cabe ao leitor, identificar qual é a sua. Que ideologia, em cada um de nós, se iniciou como uma ideia pulsante (produzida por puro impulso humano) e, por ligação à razão, à lógica, se tornou algo mais real, mas ao mesmo tempo menos espontâneo, formulado como pensamento lógico? Ao menos, esta foi minha leitura. Abraços.

1 10 2009
Jecik

oO

2 10 2009
fellipeernesto

É exatamente isso, Wesslen! O “Id”, a” “ideia”, a “ideologia”… e tem mais… Da “ideologia”, podemos ver, rapidamente, a “ideologica” (do “i” faz-se um “c” também). [Risos]
É por aí… é por aí…

Obrigado a visita, Wesslen e Jecik!

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