Uma conversa. Lápis, café e notebook.

30 09 2009

 

Minha última postagem foi longa, e ilustrada com imagens de um processo de desenho. E receio que esta presente postagem, destinada aos amigos e sem intuito de divulgar ou expor desenhos, também seja tão longa quanto; ou talvez mais.

Desta vez, o assunto do texto é agradecer e conversar um pouco enquanto, deste outro lado do computador, bebo café e espanto alguns mosquitos insistentes…

Como antes já fiz, gostaria de dedicar e agradecer aos amigos que me têm visitado e comentado, incentivando e colaborando, de alguma forma, com meu desenvolvimento e estudo.

Recentemente, tenho recebido alguns comentários em elogio ao blog, além da estatística que ultrapassa 3.000 visitas – acredite, isso é surpreendente para mim, pois fiz o blog acreditando que não seria divulgado ou que o conteúdo não agradaria a mais pessoas que meu círculo de amigos…

Nesse tempo (deixo claro: um forte agradecimento), amigos me ajudaram a divulgar o blog, pondo, no perfil do Orkut, o site e material que gostaram; é, entre alguns outros que eu talvez não tenha conhecimento, a Rita de Cássia e o Marcelo Filho (Moral).

Amigos também comentaram e estimularam por bom tempo, como a Jecik, que desapareceu por responsabilidades da faculdade e falta da internet (risos).

Outro amigo têm me estimulado por meio de longas e discursivas conversas sobre Arte, em tardes na faculdade, acompanhadas de café e certo ar de revolta (que não consigo esconder ao discutir). Este amigo (o Wilker) segue viagem para outra região do Planeta, levando consigo a primeira adaptação que fiz da Mona Lisa… E gostei muito do resultado, sendo que, infelizmente, não irei divulgar no blog porque não fiz uma cópia antes de entregar ao destinatário do mesmo… Imaginem que, ao desenhar a Mona Lisa, fiz o rosto barbudo e cabelos encaracolados do Wilker sobre o colo feminino e (certo modo) erótico da Gioconda (novos risos)…

Minha mãe continua a mesma mãe de sempre, mas começando a ver com outros olhos o seu “pequeno” artista. Recentemente, temos discutido em razão de alguns desenhos, os quais ela insistentemente os quer emoldurados em seu quarto. A um desses desenhos tenho um profundo (mas profundo mesmo!) apreço. O desenho consta em 4 folhas A3, como um quebra cabeça, formando um palhaço chorando, dos pés à cabeça. O início desse desenho data 27 de dezembro de 2008, e a conclusão temporária, em setembro de 2009. Todo a lápis de cor, e notoriamente inspirado em música e poesia, o desenho também é um dos que Mariana M. mais gosta e comenta, em razão de o olhar do personagem do desenho ser profundo e choroso… – aliás, se eu der esses 4 desenhos, a quem darei? Minha mãe ou Mariana?

 

Direitos reservados

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E Mari, com a sua certeza de que preciso de um curso urgentemente para aprender a desenhar, salvaguarda-me o ego… (continuo a amando amigavelmente, e rindo, rindo).

A conversa está longa, eu sei. É cansativo ler quando não há uma interação imediata às reações que você, leitor, possivelmente transpareça… Mas calma. Prometo-lhe encerrar em breve.

Quero agradecer ainda ao Wesslen, que tem comentado e posto alguns pontos em questão, dialogando, interagindo ou complementando, algumas ideias da postagem. E sim, é proveitoso conversar sobre arte com os que antes comentei porque, dentre outras coisas como o passar breve e proveitoso do tempo, as ideias parecem complementarem-se, seja na similaridade ou divergência.

E, claro, eu não poderia escrever esses agradecimentos sem comentar uma pessoa que, ao que imagino, não sabe da existência deste blog, mas, por uma pequena atitude e zelo com um desenho que fiz, me tem estimulado, fazendo-me pulular por dentro. Agradeço à mãe da Nique por zelar pelo desenho que fiz, emoldurando e guardando na parede de sua casa; um desenho menor que uma folha A4, mas talvez de maior importância do que uma cartolina A2 poderia suportar. Saber disso me tem deixado feliz, foi um fato curioso e estimulador. Uma atitude que muitos podem ter, mas talvez a esses muitos faltem o zelo pelo material

Outros tantos eu poderia citar. E perdoe-me se assim não fiz. São muitos os que têm importância na construção do meu pensamento, da aprendizagem e da reflexão que vou atrelando aos dias da minha vida… A esses tantos (citados ou não) e ao leitor dessa postagem, meu abraço sob a minha face em risos, como costumeiramente tenho quando agradeço.

 …

E sim, finalizarei a postagem, tendo posto, acima, um desenho como de costume. Aquele é um dos que comentei (quando falei de certo palhaço…). E abaixo, os quatro desenhos, unidos como um só, cuja altura é 1,30m – talvez, vendo-os assim, juntos, você possa sentir o tamanho do meu apreço e ciúmes por esse desenho, o qual pretendo, com muito fervor, dedicar um lugar na parede de alguma exposição que eu vier a fazer da minha Arte; Arte que muito considero!

 

 

Título: SINTONIA    _ Direitos reservados

Título: SINTONIA

 

  

*     Por último, uma observação: meu café esfriou, interrompi a escrita do texto algumas muitas vezes, dois mosquitos foram mortos e pelo menos dois deles circundam o ambiente. Alguém tem Raid?

 


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6 respostas

30 09 2009
Wesslen

Grande Fellipe! Cara, é sempre muito bom conversar contigo sobre Arte. Principalmente nestes dias em que Arte virou algo “quase” que de outro mundo, algo estranho e alienígena que nos espanta (não cativa), que nos chateia (não diverte) e que eleva os seres que a produzem (sim, os artistas) à um patamar de semi-deuses intocáveis, longe, longe dos pobres mortais… (você sabe do que eu tô falando!). Enfim, chegar aqui no teu blog e ver teus desenhos (e melhor ainda a explicação de todo processo de produção deles) tornam tudo tão mais próximo, mais participativo e, sem dúvida, mais divertido (até mesmo pela sua empolgação, que passa pra gente que lê seus posts). É isso que considero. Arte é isso. Nada loucão com ares de algo-de-outro-planeta, algo exposto e percebido de forma “simples” (qualquer um pode ver tanto a complexidade quanto a qualidade do trabalho) e “bela” (qualquer um pode apreciar seus traços, cores, perspectivas – mesmo sem entender todos os processos difíceis que você emprega em seus desenhos). Parabéns por terminar o desenho e por gostar tanto do que você faz tão bem. Porque Arte tem de ser, antes de tudo, por se gostar e se divertir com ela. Abração.

1 10 2009
Wilker Melo

Concordo com o Wesslen (Aeh, parea!). A arte é algo tão comum como a beleza: imagino que não exista alguém tão estúpido (tomara que não exista mesmo!) que não ache que nada pode ser bonito no mundo, seja algo da natureza, seja algo engendrado pelo homem. E é por isso que é bastante necessário embelezar a vida, principalmente para quem acha que a vida precisa de mais beleza, Fellipe. Muitas saudades. Ah, e sobre o presente, acho que a melhor maneira de mostrar a minha gratidão é usá-lo o máximo possível. Acredite, estou fazendo!
Um forte abraço.

1 10 2009
Jecik

To tentando voltar!!! Mas fica meio dificil, e sei que você entende isso. Mas já to com net, o que já adianta bastante meu lado.
Eu vim novamente hoje, agradecer pelo post. ^^
Me deixa até encabulada ser a terceira pessoa citada (de novo). Eu agradeço pela lembrança por algo que faço com muito apreço e muito prazer. É ótimo sempre que vir aqui ter um novo desenho ou texto. A Arte tem esse poder de nos transportar da cadeira pra outro mundo (como no desenho da Chapeuzinho com o coelho).
Me recordando de outro post onde vc perguntou se o que Fellipe Ernesto faz é arte (não me lembro se respondi e também não vou olhar agora), digo que é arte sim e desejo que o artista nunca pare de criar. ^^
Fica com Deus.
=***

3 10 2009
Jaque

Olá!
Numa madrugada dessas vim parar aqui… olhei alguns textos e desenhos seus, e devo dizer que achei tudo isso muito legal. O blog muito bom!
Pretendo vir mais vezes, pois ainda tem mais coisas pra ver…

;*

4 10 2009
Jecik

PS: Adorei o palhaço.

6 12 2009
Gláucia

Oi, Felipe,
poéticas interartes é assim: conversa bem humorada vida afora…
porque a alegria é a prova dos nove, lembra?
Fiz um registro da EXPOARTES lá no diasemprevisão.
Parabéns por seu trabalho!
Um beijo carinhoso.

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