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Noutra postagem, falei sobre alguns dos GRANDES artistas da Humanidade. E como não poderia deixar por menos, citei Leonardo da Vinci.
Comentei sobre uma de tantas pesquisas que há sobre o gênio: o mapa astral (numerológico) que tende a comprovar a existência de traços femininos na sua personalidade. E isso é interessante para pensar que a curiosidade de muitas pessoas tende para a revelação da vida pessoal de celebridades, estando elas vivas ou mortas, não importando a quantas andam os seus corpos nos túmulos seculares…
Muitos estudos tendem a investigar os graus dos relacionamentos permeados entre pessoas X e Y. E talvez isso tenha um forte, interessante e não-descartável argumento: investigar para descobrir e expor o quão humanos foram nossas Celebridades Idolatradas pode nos fazer perceber a nossa capacidade de também realizar grandes feitos. E isso, sem dúvida, incentivar-nos-ia a adquirir novos posicionamentos perante a sociedade escassa de valores, na qual vivemos.
Mas a minha defesa aqui vai por outro caminho.
Não defendo que sessem os estudos de “revelação” do âmbito pessoal do artista. Pelo contrário, para alguns casos e estudos, defendo que o lado pessoal está, sim, atrelado a um melhor entendimento sobre a arte e o trabalho de qualquer ser humano.
Isso implica dizer que eu acredite na seguinte ideia: para olhar e apreciar feitos, seria mais interessante e justo apreciar a técnica e o “objeto”, e não a quem fez. Objeto e técnica podem (e seria mais interessante se) estar notoriamente em distintos lugares. Pois, olhando uma obra de modo independente a quem a fez, poderemos perceber marcas de sensibilidade, perspicácia, agilidade e técnica que, muitas vezes, um sujeito tímido não deixaria perceber em seu comportamento social. É como dizem sobre livros: mal faz quem o julga pela capa…
Mas minha defesa ainda não é esta…
Veja-se que, em rodas de amigos e conhecidos, muitos me falam que, em meus desenhos, ainda há muito de mim: seja o olhar de uma figura, seja a boca, seja uma expressão, seja uma “áurea” (como diriam os clássicos e românticos).
Mas então que, atentando-me ao conjunto de obras de Grandes artistas, como, inclusive, Da Vinci e Bouguereau, pude notar: até eles puseram algo de muito similar entre todas as obras, e algo que, se pudermos ollhar seus autorretratos e suas fotografias, perceberemos marcas de suas expressões, de suas naturezas, de suas referências físicas (modelos que aparecem em mais de uma obra).
Foi daí que pude perceber “coisas“. Para nossos feitos, dificilmente não iremos por nossos toques, nossas “particularidades” (salvo copiadores, obviamente; em alguns casos, também com excessão de artistas que estão iniciando o processo de descoberta de sua personalidade artística, de sua marca na Arte)…
Na Arte, nossos ollhares se fecundam com nossa técnica, com nossos objetos, nossos filhos, nossas proles ou criações, ou produções, ou invenções…
Na Arte, nossas particularidades passam a não estar apenas em nós, mas em nossas “coisas“, as quais foram tocadas por uma mão, um sopro, um gesto, um movimento, um olhar, um salto…
Na Arte, parasitamos o mundo com uma revelação pública sobre o modo como vemos o mundo, como o enxergamos, como pretendemos provocá-lo, criticá-lo, denunciá-lo, elogiá-lo, como pretenderíamos transformá-lo, percebê-lo…
Na Arte… Quer dizer, na NOSSA Arte, duplicamos nossa essência, transformamos a sensibilidade tão abstrata no contreto artístico do papel, do filme, do movimento, do palco, do som…
Na NOSSA… quer dizer, na MINHA Arte, expresso-me não diferente de tantos outros que FAZEM arte. Faço em comum, silencioso e natural acordo de que, para fazer uma arte autêntica, distinta das outras, precisamos recusar o demasiado uso de técnicas prontas, apropriar-nos delas e amadurecê-las (sem tomar a ingenuidade de acreditar que uma Arte não tem precedente)… Para fazer uma arte autêntica, posso ter infinitos caminhos, dentre os quais, algum deles, poderá levar ao Objeto Artístico a sua AUTONOMIA (como muito houve: personagem e telas se tornam muito mais conhecidas que seus “criadores”). Mas tal autonomia não quererá dizer que o arista não esteve presente na fecundação daquele objeto de arte: muitos elementos, que não são um óvulo e espermatozóide, casaram-se, uniram-se, atrelaram-se, de modo que, talvez, apenas quem já se permitiu ao prazer de fazer arte pode comprovar, presenciar, degustar, testemunhar…
É mais ou menos como um dia me falou uma pessoa querida (sobre mim): “Você não desenha; você faz amor com traços”. É assim que percebo a minha relação com a arte: pelo fervor dessa relação, pelo suor provocado pela concentração e desafio dos traços e cores, muito do que é permitido à relação Artista e Arte passa, transporta-se, ao papel, à minha forma de FAZER Arte, denunciar o mundo e transformá-lo; nem que seja apenas para eu mesmo.
De café, um novo drinque: “tin, tin“.
Meu querido Fellipe,
Você é e sempre foi MARAVILHOSOOOOO!!!!! Sou sua fã há muitooooo tempo.
Seu blog realmente é seu retrato, lindo!
Parabéns pelo seu trabalho.
Um beijão.
Chirley!!!!
Que felicidade em te reencontrar (mesmo que seja via online). Felicidade maior é ver que o endereço do meu blog chegou até você! Como ‘aqueles’ tempos de colégio me estimularam a chegar a este espaço… Antes, resisti a tê-lo. Até que dei o braço a torcer e busco fazer deste espaço um lugar com, no mínimo, um pouco de qualidade artística.
Enfim, fico mesmo muito feliz por seu comentário, sobre mim e sobre o blog. Ambos ficamos agradecidos e lisonjeados (risos). Na jornada educativa, saiba que você foi uma daquelas pessoas que marcaram, que faz (me fez) sentir sempre um apoio estimulador (ao menos, você acreditou que aqueles desenhos feitos no paint eram realmente meus, não foi mesmo? (novos risos))
Abração!!!
E sempre bons dias em sua vida, Chirley!
tava assistindo um filme sobre a vida de salvador dalí hoje, lembrei de você menino querido. acho que você iria gostar é cheio de amor, arte e poesia. se chama little ashes, não sei a versão brasileira.
Tive o prazer de conhecê-lo como aluno e agora como colega de trabalho. Você sempre transpirou arte… e que continue sempre a transpirar para alegria de nossos olhos, parabéns!