Um texto. Ocio. Um pedaço de biscoito, chocolate e café.
Dizem que a época de faculdade é sempre um pouco estressante; ainda mais quando se trata de final de curso. E essa é uma verdade.
Lá vêm o TCC, os estágios e as avaliações de disciplinas eletivas… E nós, pobres universitários, arrastamo-nos cansados e padecidos da formatura e da conclusão de curso. Mas, por outro lado, os últimos meses vão dando espaço para a saudade.
Com certeza, essa foi a melhor época. E junto a isso ficam os processos de amadurecimento para outras etapas da vida; amadurecimento que nem sentimos chegar…
Faz algum tempo que não escrevo algo, uma reflexão sobre arte ou sobre a vida. Mas hoje refleti um pouco sobre ela. A vida. As fotos que mais gosto de apreciar são as de bebês, pois estes ainda são inocentes de seus atos, são puros e belos. Mas, observando a vida hoje, vejo que passei as barreiras do classicismo e do renascimento, de acreditar que a vida tem um propósito sempre ligado à beleza e ao divino, para acreditar também que um pouco de contemporaneidade, de modernidade ligada ao grotesco e ao sublime faz muito bem para viver a vida.
Chega uma hora em que, depois de passar pela adolescência, a sua vida não se torna mais apenas uma grande aventura, mas um longo caminho de constantes aprendizados e muita, muita merda. Quantas coisas eu fiz quando não deveria tê-las feito? Quantas coisas deixei de viver por medo de fazer merda?
E essa ideia do grotesco não vem de hoje. Talvez tenham razão quando dizem que o povo ainda é romântico, que preferem heróis e mocinhas que vivem uma linda história de amor depois de longas batalhas com inimigos derrotados ao final… Mas acho que somos barrocos, renascentistas, clássicos, modernos, contemporâneos, ultrapassados… Talvez o ser humano seja toda uma História da Arte inserida nele mesmo.
E hoje, devo dizer, estou romântico. A vida parece sublime, amena, preguiçosa e (repito) uma merda. Tudo parece estar no lugar errado. Mas talvez nem tudo. Talvez de todas as vivências do repugnante, ainda vivemos com o coração no belo…
… ainda que o belo não seja mais clássico.
Um drinque com achocolatado.
Café, para quem desejar.
Tin tin.



