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Poema visual por: Fellipe Ernesto
Poema visual por Fellipe Ernesto
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Poema visual por: Fellipe Ernesto
Poema visual por Fellipe Ernesto
Um fingimento de poesia
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Morte (in)
(sobre desenhos e poesia)
De pouco a pouco, morre em mim o poeta
– E que diferença faria, dentre muitos de tantos que há.
De instante em instante, afogo-me em palavras mudas,
Sem fonética ou morfologia, sem sintaxe.
– E que marcas têm, se não incomunicáveis.
São palavras de traços, cores e linhas.
– Por que sua expressão é essa, senão outra…
Minha última postagem foi longa, e ilustrada com imagens de um processo de desenho. E receio que esta presente postagem, destinada aos amigos e sem intuito de divulgar ou expor desenhos, também seja tão longa quanto; ou talvez mais.
Desta vez, o assunto do texto é agradecer e conversar um pouco enquanto, deste outro lado do computador, bebo café e espanto alguns mosquitos insistentes…
Como antes já fiz, gostaria de dedicar e agradecer aos amigos que me têm visitado e comentado, incentivando e colaborando, de alguma forma, com meu desenvolvimento e estudo.
Recentemente, tenho recebido alguns comentários em elogio ao blog, além da estatística que ultrapassa 3.000 visitas – acredite, isso é surpreendente para mim, pois fiz o blog acreditando que não seria divulgado ou que o conteúdo não agradaria a mais pessoas que meu círculo de amigos…
Nesse tempo (deixo claro: um forte agradecimento), amigos me ajudaram a divulgar o blog, pondo, no perfil do Orkut, o site e material que gostaram; é, entre alguns outros que eu talvez não tenha conhecimento, a Rita de Cássia e o Marcelo Filho (Moral).
Amigos também comentaram e estimularam por bom tempo, como a Jecik, que desapareceu por responsabilidades da faculdade e falta da internet (risos).
Outro amigo têm me estimulado por meio de longas e discursivas conversas sobre Arte, em tardes na faculdade, acompanhadas de café e certo ar de revolta (que não consigo esconder ao discutir). Este amigo (o Wilker) segue viagem para outra região do Planeta, levando consigo a primeira adaptação que fiz da Mona Lisa… E gostei muito do resultado, sendo que, infelizmente, não irei divulgar no blog porque não fiz uma cópia antes de entregar ao destinatário do mesmo… Imaginem que, ao desenhar a Mona Lisa, fiz o rosto barbudo e cabelos encaracolados do Wilker sobre o colo feminino e (certo modo) erótico da Gioconda (novos risos)…
Minha mãe continua a mesma mãe de sempre, mas começando a ver com outros olhos o seu “pequeno” artista. Recentemente, temos discutido em razão de alguns desenhos, os quais ela insistentemente os quer emoldurados em seu quarto. A um desses desenhos tenho um profundo (mas profundo mesmo!) apreço. O desenho consta em 4 folhas A3, como um quebra cabeça, formando um palhaço chorando, dos pés à cabeça. O início desse desenho data 27 de dezembro de 2008, e a conclusão temporária, em setembro de 2009. Todo a lápis de cor, e notoriamente inspirado em música e poesia, o desenho também é um dos que Mariana M. mais gosta e comenta, em razão de o olhar do personagem do desenho ser profundo e choroso… – aliás, se eu der esses 4 desenhos, a quem darei? Minha mãe ou Mariana?

Direitos reservados
E Mari, com a sua certeza de que preciso de um curso urgentemente para aprender a desenhar, salvaguarda-me o ego… (continuo a amando amigavelmente, e rindo, rindo).
A conversa está longa, eu sei. É cansativo ler quando não há uma interação imediata às reações que você, leitor, possivelmente transpareça… Mas calma. Prometo-lhe encerrar em breve.
Quero agradecer ainda ao Wesslen, que tem comentado e posto alguns pontos em questão, dialogando, interagindo ou complementando, algumas ideias da postagem. E sim, é proveitoso conversar sobre arte com os que antes comentei porque, dentre outras coisas como o passar breve e proveitoso do tempo, as ideias parecem complementarem-se, seja na similaridade ou divergência.
E, claro, eu não poderia escrever esses agradecimentos sem comentar uma pessoa que, ao que imagino, não sabe da existência deste blog, mas, por uma pequena atitude e zelo com um desenho que fiz, me tem estimulado, fazendo-me pulular por dentro. Agradeço à mãe da Nique por zelar pelo desenho que fiz, emoldurando e guardando na parede de sua casa; um desenho menor que uma folha A4, mas talvez de maior importância do que uma cartolina A2 poderia suportar. Saber disso me tem deixado feliz, foi um fato curioso e estimulador. Uma atitude que muitos podem ter, mas talvez a esses muitos faltem o zelo pelo material…
Outros tantos eu poderia citar. E perdoe-me se assim não fiz. São muitos os que têm importância na construção do meu pensamento, da aprendizagem e da reflexão que vou atrelando aos dias da minha vida… A esses tantos (citados ou não) e ao leitor dessa postagem, meu abraço sob a minha face em risos, como costumeiramente tenho quando agradeço.
…
E sim, finalizarei a postagem, tendo posto, acima, um desenho como de costume. Aquele é um dos que comentei (quando falei de certo palhaço…). E abaixo, os quatro desenhos, unidos como um só, cuja altura é 1,30m – talvez, vendo-os assim, juntos, você possa sentir o tamanho do meu apreço e ciúmes por esse desenho, o qual pretendo, com muito fervor, dedicar um lugar na parede de alguma exposição que eu vier a fazer da minha Arte; Arte que muito considero!

Título: SINTONIA
* Por último, uma observação: meu café esfriou, interrompi a escrita do texto algumas muitas vezes, dois mosquitos foram mortos e pelo menos dois deles circundam o ambiente. Alguém tem Raid?
Experimentando…
Poesia a partir de entrevista com Arnaldo Antunes.
Se você gostou, veja outros experimentos, aqui.
Fellipe Ernesto
Nos cílios dos livros, encarei-o olho a olho, descobri sua alma. Terminei aprisionado no encanto das páginas, dos cílios, com o coração e a mente roubados à íris. No silêncio dos nossos olhares, nossa intimidade permitiu longas conversas e estreitos laços de amizade – suas memórias perpetuam vivas nas minhas lembranças. Mas, foi ainda nos cílios, que pude sentir a vontade de acariciar-lhe a alma, com o afeto sincero e a suavidade das costas de minhas mãos. Assim, tornamo-nos amigos.
Aos poucos, a intimidade nos aproximou mais e mais. Nas lembranças amorosas, nossos olhos choraram juntos: eu em lágrimas, ele em desabafos. Nos momentos de ação, senti cada aperto de um coração em êxtase. No suspense, nos prazeres, no ápice de nossas conversas, pude sentir o desejo de que aqueles instantes durassem uns intermináveis séculos. Suas descrições me foram confiadas. Longas foram nossas conversas durante as noites, até que eu caísse em profundo sono e deixasse-lo cair no chão, ainda com os olhos abertos.
Um dia, seus olhos foram marcados. Marcas como cataratas apagaram muitos de seus brilhos nos olhos. Com o tempo, parte de seus cílios se enfraqueceram. Alguns caíram. Colei-os em seus lugares.
Hoje, nossa intimidade está fecunda. Muitas conversas e palavras balsamaram de minha boca, como quem muito discute silenciosamente entre troca de olhares. À noite, deixo que meus lábios encostem sobre suas pálpebras e estale um quase silencioso beijo de gratidão. Muito do que penso foi formado ali, nos olhos de um alguém quase desconhecido, que moldou a cor, o jeito e a sensibilidade daquele livro.
Domingo, 11 de Janeiro de 2009
Hoje, resolvi postar algo em primeira pessoa. Esse post mais será uma página de um diário virtual, do que qualquer outra coisa…
Percebi que tenho a péssima atitude de mostrar meus trabalhos em processo, quando ainda estão inconclusos. Um amigo, Wilker Melo, parece não cansar de dizer: “Rapaz, não se deve mostrar uma obra incompleta”. A ele, dedico esse post e a ilustração abaixo.

Direitos Reservados
Na verdade, à algumas pessoas dedico a imagem do desenho “Chapeuzinho Vermelho”, acima.
Dedico, primeiramente, a minha mãe por, mesmo sob determinadas limitações, muito me tem patrocinado folhas A4 e A3 para que eu, incansavelmente, rabiscasse e esboçasse o que eu viria a chamar de obra. A minha mãe e professoras do primário, ainda dedico o desenho por seus papéis de contadoras de histórias, especialmente as dos Ir. Grimm.
Quero dedicar (como já disse acima) ao Wilker que, em meio ao conselho, ainda elogia: “não se deve mostrar uma OBRA incompleta”. Pergunto-vos, Wilker, “Isso é Arte? O que Fellipe Ernesto faz é Arte?” (risos)
O mesmo desenho gostaria de dedicar à Jecik, uma das pessoas que mais me estimula a continuar esse blog, com visitas e comentários. E, respondendo-a se Chapeuzinho tinha um coelho, digo que não, Chapeuzinho não tinha um coelho, mas Chapeuzinho o pegou no bosque para pousar pro desenho. E eu rio inocentemente disso…
Aos amigos que possivelmente leiam esse post, agradeço por ter lido até essa linha. Devo confessar que, nos últimos dias, estou me desestimulando em prosseguir com o blog, com as reflexões sobre Arte, Desenhos, Literatura e Poesia por meio da internet. Isso porque, em meio à Universalidade da internet, estou desejando intensamente dar uma nova cara a esse espaço virtual. E por que não fazê-lo? Mudei as cores do Ollhos Blog… Mas não se limita a isso. Quero mais: novos horizontes. E agora.
(…)
Aliás, uma grande inovação: OllhO’s passa a ser escrito com duas letras L’s, bem como é Fellipe Ernesto.
Enfim, meu abraço apertado aos amigos, ou escreverei mais e mais.
Abraços… rindo.
![wmmmf [CorelDraw] Direitos Reservados](http://fellipeernesto.files.wordpress.com/2009/04/copiar-de-wmmmf.jpg?w=510)
[CorelDraw
VIDA
Fellipe Ernesto
Vida é no encontro de amigos defronte ao mar
É nas conversas sem nexo,
Alegres, confortáveis e paralelas
Até com recém conhecido no ponto de ônibus
Vida é diversão,
É sorrir e gargalhar,
É vontade de estudar, é superação.
Vida é esperar numa fila, e,
Ao fim da espera, sentir que valeu à pena.
Vida é aprender a andar de bicicleta:
Você pode cair muito. Ou não;
Dependendo da segurança e confiança em si mesmo
Vida é grito de alegria, vitória, euforia e felicidade
Ao abrir até mesmo um pacote de jujubas.
Vida é um raro e gostoso abraço e aperto de mão.
Vida é um beijo estalado no peito, nas costas da mão;
Mesmo que virtual.
Vida é aventura, romance e poesia.
Vida é sol, lua, céu e mar.
É crença e descrença
É força e fraqueza
É perseverança, mesmo camuflada
Vida é pressão, com prazo de entrega;
Vida é trabalho, caminhada e processo
Nunca resultado.
Vida é nascimento; Renascimento; é amamentar.
Vida é choro, de felicidade e tristeza
É o fim e o infinito,
A verdade, a mentira,
É o que crê a razão
Vida é muito mais que o pôr-do-sol e aves no céu.
É a sensação que nos dá asas
Quando nos julgamos incapazes de tê-las para voar ao infinito,
Para além da imaginação humana:
A realidade cotidiana.
Vida é som, é música silenciosa
É abstração, complexidade,
É o indefinível.
MUNDO
Fellipe Ernesto
Mundo… O que é o mundo?
Se você perguntar à uma criança ela dirá que é uma grande bola que fica flutuando, e que é tão grande que cabe um monte de gente.
Se perguntar a um jovem, ele dirá que o Mundo é um lugar de conflitos e brigas, de drogas e desavenças, de mortes e violências, e de despreocupações. É onde milhões de pessoas se encontram para debaterem, discutirem, revolucionarem e procurarem soluções para os problemas capitalistas.
Se você pergunta a um adulto, ele te dirá que é um lugar competitivo, estressante, preocupante, individualista e que acaba desmoronando todas as chances de esperanças e otimismo em viver. É um mundo feito para pressionar.
Já um idoso, em sua experiência dirá que o mundo é um espaço para interação e dialogo de pontos de vista distintos; que o mundo é uma chance de crescer e adquirir sabedoria na experiência dos altos e baixos.
Ora, uma criança diz que o mundo é uma bola grande e que flutua, e que cabe um monte de gente. Por que ela não disse que o mundo é um lugar de sonhos, de seres mágicos que ela acredita tanto? Porque ensinaram que bruxas, fadas, duendes e papai Noel não existem; desmascararam a farsa, mostrando a realidade nua e crua pela televisão.
Um jovem diz que o mundo é um lugar para mudanças. Por que apenas ele pensa assim? Por que o jovem deseja mudar o mundo? Porque destruíram os seus sonhos e jogaram sobre ele a responsabilidade de cuidar do mundo. Destruíram os sonhos com fantasias e mostraram a crueldade num momento em que ele ainda não estava pronto para ver. A quem ele culpa? Ao capitalismo; sistema político responsável pela pós-modernidade em que ele vive. Nisso, o jovem encontra os perigos e acredita serem perigos de mentira, tais quais as figuras de fadas, bruxas e papai Noel… É ainda um pouco criança sem admitir.
O adulto diz que está cansado de tantos trabalhos e afazeres… Por quê? Porque lutou pela mudança do mundo, lutou contra o capitalismo, lutou em favor da vida e da revolução. O que encontrou? Nada! Não encontrou nada, e por isso foi procurar o que fazer: sustentar-se. Nisso, encontra-se cansado, triste, preocupado com as dívidas que agora são de suas responsabilidades. Os adultos aprendem a botar mola no corpo para poder desviar dos perigos, se possível.
Os idosos? O que fazem? Bem, os idosos estão cansados. Depois que a mola enferruja, percebem que não precisava de mola alguma. Bastava ter o espírito jovem que pede mudança e a alma pura de acreditar que existe inocência! Aí, é tarde: estão encurvados demais para pular e dançar nas praças; doentes demais para comer chocolate ou beber refrigerante acompanhado de pastel e pizza salgada.
Aí, você me pergunta: o que é mundo então?
Eu te respondo: Mundo é um planeta bem grande, que flutua no espaço cheio de vaga-lumes grudados com adesivo no pano preto de quilômetros de extensão. Mundo é um lugar de encontro na praça ou em casa, lugar de mudanças e soluções. Mundo é lugar de estresse e preocupação, que depois aprendemos alguma coisa única e inédita. Mundo é lugar de cansaço e ferrugem para (re)aprendermos a Sonhar. Mundo é Mundo: é um lugar tão pequeno como a palavra que o denomina, mas tão grande como o som que se faz ao pronunciá-lo… Mundo é um planeta redondo que nunca tem um começo ou fim, apenas tem um caminho sempre destinado para frente, ao crescimento e somatório de anos dos seus habitantes. É um lugar como você bem desejar denominar.
[Direitos Reservados]

(Detalhe) Direitos reservados
Coisas que Aprendi com a Vida e com Shakespeare
Fellipe Ernesto
Aprendi que muitas vezes é preciso muito mais do que palavras para dizer o que precisou ser dito no passado.
Aprendi que as coisas nem sempre acontecem do jeito que você planejou; e com isso você sempre deve dar um jeito de permanecer vivendo.
Aprendi que as circunstâncias podem não ser as melhores para tomar determinadas decisões e, ainda assim, devo fazer o que for melhor e ético ser feito.
Aprendi que poderei fazer milhares de pessoas sofrerem e que posso evitar isso, mas jamais serei inteiramente responsável pelas dores de outrem, se eu estiver tomado uma decisão que não lhes provoque dores maiores.
Aprendi que meu coração poderá ser quebrado todos os dias, mas a mim caberá juntar os cacos rapidamente e continuar a vida.
Aprendi que hoje estou muito feliz e amanhã posso acordar profundamente triste, mas será minha responsabilidade transformar o meu dia inteiro.
Aprendi que Shakespeare não é o único que admirou os amigos e escreveu sobre eles, e que eu preciso conhecer novos escritores, novas experiências, novas conversas, novas cabeças.
Aprendi que os meus dias serão moldados da forma que eu bem desejar e insistir fazer, ainda que sejam aparentemente impossíveis realizar tudo o que eu gostaria de fazer.
Aprendi, principalmente, que eu não passo de um alguém que somente quer continuar aprendendo, crescendo e descobrindo.

Direitos reservados
“Às vezes, nossos olhos se fecham, cansados de muito olhar e olhar… tão longe.”
(Fellipe Ernesto, 2008)

Arte: Fellipe Ernesto _ Poema: Roberto Piva

Direitos reservados
Nota: Acredito que devo agradecer à duas pessoas por ter me deixado ler o poema – ainda que mal me tenham deixado em paz para fazer o desenho (Mariana Moreira e Marcelo; e ainda à Sylvia, que estava presente no momento).
À Rosa
Fellipe Ernesto
De quando em quando, perdem folhas as árvores,
Mesmo sem outono.
Os frutos são prontificados a florir e adornar,
Enquanto as flores morrem secas e castanhas.
Mas tem delas que parecem muito durar,
Até que venha uma nova primavera
E as façam mais lindas do que sempre foram.
É uma delas, uma rosa sem espinhos e com um frutífero perfume.

Favor, não divulgar o desenho sem comunicar.
–– Por que você não faz um blog?
–– É, faz um blog!
–– Isso mesmo. Um blog seria uma ótima idéia.
…
–– Você desenha? Por que não coloca em um blog?
–– O quê? Você tem medo que salvem seus desenhos e publiquem com outros nomes?
–– É. Isso acontece. Certa vez, aconteceu com um amigo meu. Roubaram tudo.
…
–– Faz um blog!
–– É, faça um blog.
–– Põe seus textos.
…
–– Tá na hora de sair do anonimato, hein?
–– É. Tá na hora.
–– Faz um blog!
…
–– Por que você não faz um blog?
–– É, faz um blog!
…
–– Fiz meu blog. Este é ele: > OlhO’s <, como sendo uma forma minha de contemplar o Mundo.
Sejam Bem-vindos!
–– É, faz um blog!–– Isso mesmo. Um blog seria uma ótima idéia.