Autorretrato

12 05 2012

 Narciso. Nostalgia da juventude. Sem mais.

N

.

.

.

.

Deixarei você, caro leiror, a sós com imagens de mais um processo de criação.

Um autorretrato, de um tempo em que eu gostava mais de mim. (risos)

 

Na moldura

“”Em pouco tempo, morreu Dorian Gray: era um jovem que não havia alcançado os vinte anos de idade. Hoje, aos vinte e poucos, ele é um velho porque perdeu o encanto por si mesmo.”

(Fellipe Ernesto. Maio) 

 Tin tin.





Re|pensa|ndo

28 06 2011

Pensando / Desenhando. Status: verbos do particípio.

.

.

.

.

Decidi me dedicar um pouco à leitura teórica sobre desenhos: cores, traços, movimentos culturais, perspectivas históricas e pensamentos filosóficos e artísticos.

E devo dizer que na leitura perdemos a ingenuidade e, aos poucos, sentimos a necessidade de formar o nosso próprio pensamento artístico. Tomar partido, ter uma visão unilateral das coisas. (Embora eu duvide da possibilidade de se ter uma visão unilateral da arte; a tão múltipla arte…)

 

Daí, pensei neste blog.

Há 3 anos que está na internet, com postagens mensais (ou, às vezes, semanais). E desde o início OllhO’s Blog se consolidou (para mim) como uma série de ‘ensaios’ sobre traços, cores e principalmente sobre os bastidores do desenho: busquei deixar claro que não há mágica aos traços, mas, sim, um exercício em processo.

E hoje em especial estou relendo as postagens antigas do blog: quanta besteira…! (risos)

Já não sei mais da total validade das antigas postagens para meu pensamento artístico neste presente momento.

No entanto, há uma certeza que permanece desde sempre:

 

Sinto que existo enquanto tracejo e rabisco;

e o que mais quero é simplemente desenhar, dar cor, em liberdade.

 

Tin tin para a vida.

 

 

 





Mulher

23 06 2011
Um desenho. Sem delongas.
 
 
Eu só queria rabiscar um pouco.
Pensei numa mulher, e  como e quando ela talvez se identifica mulher?
 
Como não sou uma (risos), pus-me a imaginar que se percebam mulher quando descobrem não apenas os seios, mas também o ventre, a auto-estima e alguma coisa que só elas sabem o que é. (novos risos)
 
E foi a partir daí que imaginei, e rabisquei um desenho.
 
Desculpem-me as mulheres, se não lhes agradar.
 
 
 
 
 
 
 
 
 
 




Aura da obra de arte

15 06 2011

Um escrito. Breve. Da aura dos traços e das cores. Doces, salgados e refrigerante.

.

.

.

.

Walter Benjamin, ensaísta, crítico literário, sociólogo (e tantas outras coisas que ainda não sei), certa vez escreveu sobre a destruição da aura que envolve as obras de arte, em razão da constituição do objeto de arte individualizado e único.

O problema (para quem resolver estudar e se aprofundar um pouco mais) é um tanto mais complexo do que se pode descrever nesse blog, mas, em geral, tenho apenas uma consideração:

 

Talvez, muito provavelmente seja eu um pastiche romântico, masquando desenho… não sei por qual ventura… tenho a impressão de que os desenhos e as cores emanam uma aura.

Desenho em processo. 66cm x 48cm (aprox)

E é por isso (e enquanto houver aura) que eu me aventuro a desenhar e dar cor; mesmo quando muito cansado e quase desistindo de tracejar e colorir.

 

 

 

Um brinde à arte; e aos que, de alguma forma, amam a arte.

Tin tin.

 .

.

.

.

.

.





Para uma pessoa

23 04 2010
Um desenho finalizado: um presente para D. Ângela.
.
.
.
.
 
Finalmente conclui o desenho. Será para D. Ângela (mãe da Mari).
Com afeto.
Gostei do resultado.
 

Direitos reservados

Dados técnicos: 24cm x 18cm; nanquim; lápis de cor e pastel seco.

 

 

 

 Registro do momento em que fazia o desenho acima.





Mais um. Em HB. Por foto.

16 03 2010
Postagem acessório para exibicionismo.
.
.
.
.
 
Em primeiro lugar, sou fanático por essa atriz.
 
A primeira vez que vi Helena Bonham Carter num filme foi em Hamlet, com Mel Gibson. Helena fez a personagem Ophelia.
 
Alguns de seus recentes trabalhos são “Sweeney Todd: O Barbeiro Demoníaco da Rua Fleet” (Mrs. Lovet) e  ”Harry Potter e a Ordem da Fênix” (Belatriz Lestrange).
Gosto também de sua interpretação no filme: “Frankenstein de Mary Shelley” (Elizabeth Frankenstein).
 
E será a Rainha Vermelha no filme: “Alice in Wonderland“.
 
Enfim, porque por ela tenho apreciação artística,
(e diga-se: ela é realmente linda)
fiz o desenho de Helena Bonham Carter para minha coleção pessoal.
 
 
 

(Direitos reservados) Proibida a publicação sem autorização expressa

 

  

 ps.: para mais informações sobre Helena Bonham Carter, basta clicar nos links ativos dessa postagem. 

  

 





Uma conversa. mp4, música e sensibilidade. Sobre Anjos.

26 01 2010

Duas imagens para esta postagem

.

.

.

Agora é noite de uma terça-feira, quase 23h. E foi hoje, depois que fiz mais um desenho (o que vou postar logo abaixo), que fiquei refletindo sobre a vida: algumas vezes, pessoas se demonstram anjos e estendem uma  mão, num simples, mas grandioso e marcante gesto à vida de outrem. E assim, eu me lembrei de tantas pessoas que já se apresentaram com suas asas-mãos para mim. E como foram grandes as suas contribuições em minha vida…

Percebi que contribuições e mãos se estendem em solidariedade ao próximo através do bater das asas de pessoas que são anjos. E como é bom percebê-los em volta! E como é bom também perceber-se anjo na vida de alguém.

A solidariedade, a generosidade, a gentileza… são virtudes que não nos são caras e, quando em comum com a sinceridade, pode render-nos o calor sereno e poderoso do agradecimento.

(Sei que esse blog tem o intuito de expor Arte e talvez eu esteja sendo mero moralista. Mas meu intuito não é aplicar lição de moral, e, sim, escrever um pouco do que gostaria de compartilhar)

Ultimamente, tenho sentido atração artística pelas mãos, uma vez que tenho percebido esses membros como partes do nosso corpo com capacidade também para o toque, o contato com o outro, para uma aproximação sensitiva e emocional (ou uma repugnação, quando emitimos determinados sinais…!); uma parte de também significação, como são os olhos e o sorriso humano. E é um toque, uma marca que podemos deixar noutrem, que me interessa.

Assim sendo, deixo aqui uma homenagem às pessoas anjos, que alguma vez já abriram suas asas para alguém, ou deixaram ver suas penas límpidas sobre a casaca humana. Aos anjos da minha vida, meu agradecimento:

 Estudo das mãos

Mas antes de finalizar tal postagem, gostaria de dedicá-la ainda a alguns anjos amigos, que demonstram asas no laço de fraternidade e prece pelo bem de ambas as partes. A um visitante recente: Belo; à vida, se ela receber tal dedicação; à Gabi, pela carta que me enviou, à qual ainda devo uma resposta.  

 

Meu abraço, e meu pensamento.

 

 

 

 

 

Sobre as imagens: desenhos a lápis de cor. 1) Estudo das mãos. 2) Desenho a partir de foto (da Gabi).





De M.Dolabela a Picasso

16 01 2010

Uma conversa entre umas Artes, uma Notícia, um amigo e um desenho

.

.

.

Hoje é um sábado, dia 16 de janeiro de 2010, chuvoso e nublado por aqui, em Sauaçuhy (Maceió-Alagoas). E desde a última sexta-feira não cessam as matérias sobre o terremoto no Haiti.

Ainda ontem, no Jornal da Globo, o comentarista Arnado Jabor fez [como sempre faz] comentários muito honrosos. Pelo que lembro, comentava algo sobre por que não nos preocupamos com a miséria do Haiti antes de o terremoto acontecer; como sempre, preocupamo-nos não antes, mas depois, enquanto que a desgraça e a miséria humana apodrecem bem à nossa frente…

Pensando nisso, algumas coisas se misturaram.

Depois de ler a biografia e obras de Vicent Van Gogh, estou lendo Picasso [e que força de traços!]. Daí, resolvi fazer deste post do blog uma homenagem a alguns.

_ Por uma homenagem aos vitimados da miséria que fingimos não ver;

_ Por uma homenagem a Picasso [que adapto aqui aos meus traços e arte];

_ Por uma homenagem ao Marcelo Filho (Moral) [amigo que me presenteou com o livro que contém o poema abaixo];

_ Por uma singela homenagem a Marcelo Dolabela;

                      Por uma homenagem a esses, deixo aqui um desenho de minha autoria, com um poema que me prendeu à página 94:

Sim, meu país é a guerra

 

sim, meu país é a guerra:

luz que já não ilumina;

presente que não espera

a hora que tudo termina;

 

não, meu país é a guerra:

cabeça sem aspirina;

cérebro que desespera,

quando dorme a retina;

 

vê, meu país é a guerra:

batalha sem Hiroshima,

onde a dor não salva quem erra;

 

berro que berra na narina;

ar, meu país é a guerra:

terra, teu nome é ruína.

 

(Marcelo Dolabela, Lorem Ipsus, 1994)

 

 Bem, isso é tudo. Vou-me embora pra novos desenhos, a fim de sentir-me útil.

Até uma próxima!

Título: RUÍNA; pastel seco e óleo e lápis de cor sobre papel; 31,7cm x 21,7cm; 2010




Poesia (?)

19 11 2009

 Um fingimento de poesia

.

.

.

Um desenho: 

 

 

 

Morte (in)

(sobre desenhos e poesia)

De pouco a pouco, morre em mim o poeta

                            – E que diferença faria, dentre muitos de tantos que há.

De instante em instante, afogo-me em palavras mudas,

Sem fonética ou morfologia, sem sintaxe.

                            – E que marcas têm, se não incomunicáveis.

 São palavras de traços, cores e linhas.

                           – Por que sua expressão é essa, senão outra…





Marilyn Monroe

18 11 2009

 

 

Tenho me notado desestimulado para escrever.

Talvez, seja um indício de que poetas interiores também morrem,

como bem morrem tudo o que há por esta Terra.

E, até memórias perecem…

 

Então, de poucas palavras, mais um desenho recente.

Marilyn Monroe, no estilo realista ao modo Fellipe Ernesto.

 

 

Este foi meu primeiro desenho com lápis sanguínea.

 

Até mais.

 

 

 

 





Sobre mulheres

17 11 2009

Uma brincadeira: mulheres, tipos e cores.

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 

 





Releitura de pintura

11 11 2009

Um detalhe, uma releitura

.

.

.

.

.

 
Abaixo, uma releitura que fiz de uma pintura.
Um detalhe da pintura, é bem verdade.
 
A pintura original é de Da Vinci, e chama-se:
 
 
Detalhe de "A virgem e o menino com Santa Ana"

Releitura de detalhe _ "A virgem e o menino com Santa Ana"

 

 

Descrições:

Lápis de cor, HB, pastel seco

Folha A3

 

 

 

E, falando em Da Vinci… gostaria de colocar aqui um pensamento que,

segundo dizem pela internet,

ser do mesmo:

“Tudo o que está no campo da realidade já foi sonho um dia”





A mulher e o espelho

7 11 2009

Desenho finalizado

.

.

.

.foto

 

 

A foto acima é para comemorar:

finalizei um desenho (mais um).

Completamente a lápis de cor (como disse em outra postagem),

o desenho “A mulher e o Espelho” está, finalmente, concluído.

 

Confesso que não suportava mais esse desenho incompleto,

faltando o fundo…

E uma ressalva:

este desenho foi no intuito de, apenas, servir de estudo para anatomia feminina…

E gostei do resultado.

E você?

 





Brincadeira de anatomia

6 11 2009
Um desenho de 45 min.
Estudo_esboço

Direitos reservados

 

 

Enquanto tento concluir outras atividades (trabalhos de faculdade, estudos e alguns desenhos), posto aqui um esboço recente, feito ainda hoje. Uma brincadeira com foto de uma exposição de Gunther von Hagens (o homem que expôs corpos plastificados e dissecados…)

 

 

 

 





Sobre mulher e desenhos

26 10 2009
Postagem acessório
.
.
.
.
.
.
.
.
mulher e o espelho
Direitos reservados

 

 

 

Essa postagem serve-me de acessório (ou desculpa) para postar o desenho acima.

Estou ansioso por concluí-lo o mais rápido possível.

 

 

Mas, pelos trabalhos anteriores, confesso estar disciplinado demais para me dar ao luxo de concluir o desenho meramente pelo prazer exibicionista (risos).

Então, compartilho-o, em detalhe. Logo mais, espero tê-lo finalizado, pondo uma cortina em renda no fundo.

 

Para o desenho, eu gostaria de ter feito a partir de modelos vivos, mas, como não foi possível, utilizei uma foto antiga e aproveitei ao meu favor (fazendo pequenas mas notórias alterações como, por exemplo, o estilo da “foto”; o desenho aparenta ser mais moderno que a foto).

 

Enfim, os dados do desenho:

(aprox) 47cm x 66cm, lápis de cor.

 

 

 





PAGU

26 10 2009
Patrícia Galvão

 

 

 

 

Essa semana conheci um pouco sobre Patrícia Galvão; ou talvez, PAGU.

Sua biografia é talvez extensa, e ainda pouco conhecida.

Quando li “Natureza Morta”, um de seus poemas, senti vontade de ilustrar os primeiros versos…

Eis que deixo aqui no blog esse registro: um desenho, ilustração, no mais completo estilo “Fellipe Ernesto”, como um ollhar ao poema de Solange Sohl (pseudônimo de PAGU).

 

 

              NATUREZA MORTA

Os livros são dorsos de estantes distantes quebradas.

Estou dependurada na parede feita um quadro.

Ninguém me segurou pelos cabelos.

Puseram um prego em meu coração para que eu não me mova

Espetaram, hein? a ave na parede

Mas conservaram os meus olhos

É verdade que eles estão parados.

Como os meus dedos, na mesma frase.

Espicharam-se em coágulos azuis.

Que monótono o mar!

 

Os meus pés não dão mais um passo.

O meu sangue chorando

(…)

 (Solange Sohl [PAGU], 15 de agosto de 1948)

 
 
Ilustração a partir do poema NATUREZA MORTA, Solange Sohl (PAGU), de 1948.

Ilustração a partir do poema "Natureza Morta", de Solange Sohl _ Desenho: Fellipe Ernesto

 

Desenho a lápis de cor e pastel seco em papel canson A4.

(Por que a scanner parece alterar o desenho?)

 

 





Smile

25 10 2009

Uma primeira vez.

 

O desenho realista consiste em a arte-final se aproximar, o máximo possível, dos efeitos de uma fotografia em satisfatória resolução.

Podem duvidar, mas algo é certo: não é fácil.

Minha primeira tentativa foi em 2004, e você pode concluir acertadamente que o resultado não foi um dos melhores. Então, pensando que não faço desenhos realistas, arrisquei-me a fazê-lo para me testar em um estilo que, pelo que sei, não é o meu.

 

O resultado:

Chaplin

Lápis HB, lápis de cor preto esfumado a mão

Acima, Charles Chaplin por Fellipe Ernesto. Lápis de cor preto, lápis HB esfumado a mão. Tamanho: 16cm x 17cm.

E uma vez que o assunto é desenho realista, convido você a visitar o blog de um artista alemão, chamado Dirk Dzimirsky, o qual desenha como se fossem fotos. No entanto, não se confunda: são arte de suas próprias mãos e alguns lápis (apenas lápis!). E sim, prepare-se, pois eu duvido que você nao se surpreenda.





De dentro da cartola

19 10 2009

Algo direto da caixola

 

 

Folheando um dos meus tantos cadernos, encontrei um texto rabiscado e não revisado, que escrevi no ônibus em retorno para casa.

Quê tem relação esse texto com o blog?

Tem que, ao relê-lo, lembrei-me que esse texto me serviu para criação do meu primeiro desenho feito em cartolina; e já divulgado aqui no blog: “Eu, Mágico“.

Na postagem, divulguei que o desenho é um autorretrato, tendo eu 4 ou 5 anos de idade. Mas alguns fatos não comentei. Assim, peço licença (e gostaria de obter paciência) a vocês para abrir um pouco da minha intimidade e contar-lhes sobre um dos meus primeiros desenhos…

Quem me conhece há algum tempo, sabe bem da minha paixão pelo Teatro – Afinal, foram 10 anos de teatro amador e entrega total aos sonhos e peças teatrais. Não é por menos que, aos 4 anos de idade, desenhei um mágico sobre um palco, com coelho na cartola e varinha nas mãos, recebendo os aplausos de uma platéia. Esse foi, acreditem, meu desenho de atividade na escola, quando a “tia” pediu que desenhássemos o que gostaríamos de ser quando crescessêmos. E meu grande sonho sempre foi estar sobre o palco, ouvindo os estalos dos aplausos, e fazendo alguma mágica; uma grande mágica…

E daí?

Bom, a partir desses dados, os quais me foram contados pela minha mãe, relembro que até os meus 12 anos eu brincava de fazer cenários de peças de teatro em meu quarto. De praias à varanda de “Romeu e Julieta”, reproduzi em folhas coloridas e em tamanho grande coqueiros volumosos que ficavam de pé, a sala de magia do Mago Merlim, até ganhar, de minha mãe, uma escada de três degraus e fazer, a partir dela, uma varanda, uma nave ou um altar para Santos.

Poderia ser mais breve?

Claro, serei breve (pedi-lhe paciência). Não costumo contar essas coisas para tantos; acredito que muitos dos que me conhecem mal sabem desses fatos…

Enfim que, no tempo de produção do desenho que falei acima (e postado novamente abaixo), escrevi um texto sobre como seria o meu mágico. Isto é, o Eu, Fellipe Ernesto, Mágico. Eu, Mágico.

E seria (ou é) assim…

 

               Meu mágico tem poder.

               O mágico é a figura que faz, realiza, ilude, engana e provoca ao enganar. O mágico é conhecido por uma cartola, representação de um pequeno e misterioso mundo de objetos, segredos, truques e malícia.

               A varinha é como um “lápis” que constrói, que realiza; é a ferramenta para execução.

              As mãos, que são figuras para encontro de duas quintas de irmãos, são como asas que os insetos mechem, fingindo ter milhões de asas unidas a duas paradas; na ilusão do movimento, parece haver muito mais que cinco dedos ou um par de asas. E que sejam ilusoriamente sagradas como as coloridas e transparentes asas das borboletas ou místicas como as verdes asas das esperanças.

               Os olhos do meu mágico devem ser como um par de preciosas pedras magnetizadas à atenção.

               Se houver capa, que elas sejam dançantes como asas de cisne a pousar num límpido e sagrado lago de um castelo em fantasia.

 

(Fellipe Ernesto, em algum mês de 2009)

 

 

E o desenho; resultado do processo, das memórias, da concentração.

Meu abraço.

 

Direitos reservados

Direitos reservados

 

 





Detalhe

8 10 2009
Detalhe (anatomia feminina)
Direitos reservados

Direitos reservados

Mais um desenho em processo.
Lápis de cor em cartolina. Depois que pronto, aplicarei leve tons de pastel seco.
Até o momento, gostei do resultado acima.
E vocês, o que acharam?




Uma conversa. Lápis, café e notebook.

30 09 2009

 

Minha última postagem foi longa, e ilustrada com imagens de um processo de desenho. E receio que esta presente postagem, destinada aos amigos e sem intuito de divulgar ou expor desenhos, também seja tão longa quanto; ou talvez mais.

Desta vez, o assunto do texto é agradecer e conversar um pouco enquanto, deste outro lado do computador, bebo café e espanto alguns mosquitos insistentes…

Como antes já fiz, gostaria de dedicar e agradecer aos amigos que me têm visitado e comentado, incentivando e colaborando, de alguma forma, com meu desenvolvimento e estudo.

Recentemente, tenho recebido alguns comentários em elogio ao blog, além da estatística que ultrapassa 3.000 visitas – acredite, isso é surpreendente para mim, pois fiz o blog acreditando que não seria divulgado ou que o conteúdo não agradaria a mais pessoas que meu círculo de amigos…

Nesse tempo (deixo claro: um forte agradecimento), amigos me ajudaram a divulgar o blog, pondo, no perfil do Orkut, o site e material que gostaram; é, entre alguns outros que eu talvez não tenha conhecimento, a Rita de Cássia e o Marcelo Filho (Moral).

Amigos também comentaram e estimularam por bom tempo, como a Jecik, que desapareceu por responsabilidades da faculdade e falta da internet (risos).

Outro amigo têm me estimulado por meio de longas e discursivas conversas sobre Arte, em tardes na faculdade, acompanhadas de café e certo ar de revolta (que não consigo esconder ao discutir). Este amigo (o Wilker) segue viagem para outra região do Planeta, levando consigo a primeira adaptação que fiz da Mona Lisa… E gostei muito do resultado, sendo que, infelizmente, não irei divulgar no blog porque não fiz uma cópia antes de entregar ao destinatário do mesmo… Imaginem que, ao desenhar a Mona Lisa, fiz o rosto barbudo e cabelos encaracolados do Wilker sobre o colo feminino e (certo modo) erótico da Gioconda (novos risos)…

Minha mãe continua a mesma mãe de sempre, mas começando a ver com outros olhos o seu “pequeno” artista. Recentemente, temos discutido em razão de alguns desenhos, os quais ela insistentemente os quer emoldurados em seu quarto. A um desses desenhos tenho um profundo (mas profundo mesmo!) apreço. O desenho consta em 4 folhas A3, como um quebra cabeça, formando um palhaço chorando, dos pés à cabeça. O início desse desenho data 27 de dezembro de 2008, e a conclusão temporária, em setembro de 2009. Todo a lápis de cor, e notoriamente inspirado em música e poesia, o desenho também é um dos que Mariana M. mais gosta e comenta, em razão de o olhar do personagem do desenho ser profundo e choroso… – aliás, se eu der esses 4 desenhos, a quem darei? Minha mãe ou Mariana?

 

Direitos reservados

Direitos reservados

 

 

E Mari, com a sua certeza de que preciso de um curso urgentemente para aprender a desenhar, salvaguarda-me o ego… (continuo a amando amigavelmente, e rindo, rindo).

A conversa está longa, eu sei. É cansativo ler quando não há uma interação imediata às reações que você, leitor, possivelmente transpareça… Mas calma. Prometo-lhe encerrar em breve.

Quero agradecer ainda ao Wesslen, que tem comentado e posto alguns pontos em questão, dialogando, interagindo ou complementando, algumas ideias da postagem. E sim, é proveitoso conversar sobre arte com os que antes comentei porque, dentre outras coisas como o passar breve e proveitoso do tempo, as ideias parecem complementarem-se, seja na similaridade ou divergência.

E, claro, eu não poderia escrever esses agradecimentos sem comentar uma pessoa que, ao que imagino, não sabe da existência deste blog, mas, por uma pequena atitude e zelo com um desenho que fiz, me tem estimulado, fazendo-me pulular por dentro. Agradeço à mãe da Nique por zelar pelo desenho que fiz, emoldurando e guardando na parede de sua casa; um desenho menor que uma folha A4, mas talvez de maior importância do que uma cartolina A2 poderia suportar. Saber disso me tem deixado feliz, foi um fato curioso e estimulador. Uma atitude que muitos podem ter, mas talvez a esses muitos faltem o zelo pelo material

Outros tantos eu poderia citar. E perdoe-me se assim não fiz. São muitos os que têm importância na construção do meu pensamento, da aprendizagem e da reflexão que vou atrelando aos dias da minha vida… A esses tantos (citados ou não) e ao leitor dessa postagem, meu abraço sob a minha face em risos, como costumeiramente tenho quando agradeço.

 …

E sim, finalizarei a postagem, tendo posto, acima, um desenho como de costume. Aquele é um dos que comentei (quando falei de certo palhaço…). E abaixo, os quatro desenhos, unidos como um só, cuja altura é 1,30m – talvez, vendo-os assim, juntos, você possa sentir o tamanho do meu apreço e ciúmes por esse desenho, o qual pretendo, com muito fervor, dedicar um lugar na parede de alguma exposição que eu vier a fazer da minha Arte; Arte que muito considero!

 

 

Título: SINTONIA    _ Direitos reservados

Título: SINTONIA

 

  

*     Por último, uma observação: meu café esfriou, interrompi a escrita do texto algumas muitas vezes, dois mosquitos foram mortos e pelo menos dois deles circundam o ambiente. Alguém tem Raid?

 





Recomeçar um desenho

20 09 2009
 
Arquivo pessoal
Arquivo pessoal
 

         Na última quinta-feira, à noite, dei início a mais um desenho. Com o tamanho de uma cartolina comum, comecei a esboçá-lo em folhas de ofício A4 para, depois, passar o esboço para a cartolina, utilizando caneta comum. Até aí, tudo bem.  

        Fiz o desenho nas folhas de ofício e simulei a posição do desenho. (1)

       Passei, a lápis, o esboço para a cartolina (2), e observei a foto, fonte para o desenho (3).

       E comecei.

       Primeiro, os olhos e óculos (4).

       Fiz o rosto (5) e parte do cabelo (6).

      Mas, eis que, ao terminar a cabeça, quase algumas horas depois, a palma da mão borra a o rosto com a tinta ainda fresca da caneta. (7) Pela foto, não se vê o borrão, mas, ao vivo, era visível

 

Assim, almejando um desenho sem rasuras no contorno,

dou-me por convencido a fazer todo o desenho novamente (8).

 

Foi a primeira vez que me permiti recomeçar um desenho.

Isso, logo na primeira instância, já me foi marcante.

 

Refiz o processo (9) (10).

 

       E, com a troca de caneta (por uma de secagem rápida), prossegui.

     Depois de terminada a cabeça, esbocei o cachorro na cartolina (11), e contornei-o (12).

       Desenhei a camisa (13), as mãos (14), e depois o fundo central (15).

 

 

 

Agora, depois de concluído as bordas, falta-me emoldurar.

Esse é o meu primeiro desenho com intuito de ser arquivo pessoal

(os demais, foram desenhados ou por lazer, hobbie, ou com intenção de expor).

 

O resultado:

Fellipe e Scooby

 

 





Um desenho… uma provocação

17 09 2009

 

Foto de acervo pessoal

Acima, uma foto de arquivo pessoal, uma pequena parte do processo de um desenho (um dos que mais gosto, e que pode ser visto aqui no blog).

Por enquanto, sem mais. Li algo que provocou uma reflexão profunda e, devo dizer, uma inquietação: “Desenho não é arte”… O que devo dizer, ou pensar?

 

 

Estou me sentindo provocado a pensar sobre; ao menos, para me posicionar: Desenho não é arte?





ANATOMIA DAS MÃOS

26 08 2009
Detalhe_Estudo de Anatomia

Detalhe_Estudo de Anatomia

Um estudo de anatomia das mãos
(lápis de cor)




Pensamento

21 07 2009

  

Abaixo, a parte superior de desenho (Outubro de 2008) e, em seguida,
um pensamento de fé.
 
Direitos reservados
Direitos reservados

 

 

                     Peço licença aos céticos, ateus e os que não partilham da mesma opinião para expor o que acredito e penso.

                    Deus é o maior artista ainda vivo e existente. Apenas Ele resiste ao tempo, às dimensões, aos sistemas, à evolução. E apenas Ele sabe como ninguém unir, acasalar as cores, as formas e proporções. Você já percebeu como é a harmonia das cores de um pôr-do-sol, e como elas mudam com a transição do tempo? Não há nada que se possa provar como objeto mais exclusivo, belo e autêntico do que o universo que o homem não se cansa de descobrir e representar.

                    Deus é o artista; nós, talvez, os pincéis.

                    E a Arte sempre esteve viva. A diferença está entre os que crêem ou não. É como a fé: dependendo de onde e como a procuram, uns juram ter visto anjos; outros morrem na crença de que jamais alguém há de tê-los visto.

 

Fellipe Ernesto, março de 2009.





Mãos em fraternidade: por um mundo melhor

3 07 2009
Estou fazendo mais um desenho em tamanho:
47,5cm x 66 cm, a lápis de cor.
Sobre o desenho, posso dizer que foi inspirado pela música “Vida”, de Padre Fábio de Melo.
Enquanto isso, posto aqui um desenho recente.
Está datado em 28 de junho de 2009.
Direitos Reservados
Direitos Reservados

 

 

É que… Duas mãos se encontrando e se unindo, atraem-me os OllhO’s.





Eu, Mágico

17 04 2009
Detalhe de desenho
Direitos reservados

Direitos reservados

Desenho: “Eu, Mágico”

Desde que finalizei esse desenho, sinto-me orgulhoso de mim mesmo. Alguns devem ter percebido que o menino Mágico se trata de um autorretrato. Sim, esse sou eu, aos 4 ou 5 anos de idade. Mas o desenho não me orgulha necessariamente por isso.

Além dos traços usados no cachorro (o cachorro é baseado num real, e seu nome é Dado), o que me orgulha é o tamanho do desenho: 47,5 cm x 66 cm. Seu tamanho é equivalente a 4 folhas A3, ou tamanho do que chamam de cartolina. E realizado com lápis de cor e pastel seco, com a técnica de esfumato (a mesma técnica que seria utilizada em tinta óleo). O resultado me surpreendeu.

 

Espero que seja do agrado de outros também

 (salvo meus pais, figuras suspeitas a gostar e desejar emoldurar)

Abraços.

 

Fellipe Ernesto, abril 2009

 





Um livro (de Pandora)

19 03 2009
Direitos reservados

Direitos reservados





Coisas que aprendi com a Vida e com Shakespeare (Texto)

12 03 2009
(Detalhe)    Direitos reservados

(Detalhe) Direitos reservados

Coisas que Aprendi com a Vida e com Shakespeare

Fellipe Ernesto

 

Aprendi que muitas vezes é preciso muito mais do que palavras para dizer o que precisou ser dito no passado.

Aprendi que as coisas nem sempre acontecem do jeito que você planejou; e com isso você sempre deve dar um jeito de permanecer vivendo.

Aprendi que as circunstâncias podem não ser as melhores para tomar determinadas decisões e, ainda assim, devo fazer o que for melhor e ético ser feito.

Aprendi que poderei fazer milhares de pessoas sofrerem e que posso evitar isso, mas jamais serei inteiramente responsável pelas dores de outrem, se eu estiver tomado uma decisão que não lhes provoque dores maiores.

Aprendi que meu coração poderá ser quebrado todos os dias, mas a mim caberá juntar os cacos rapidamente e continuar a vida.

Aprendi que hoje estou muito feliz e amanhã posso acordar profundamente triste, mas será minha responsabilidade transformar o meu dia inteiro.

Aprendi que Shakespeare não é o único que admirou os amigos e escreveu sobre eles, e que eu preciso conhecer novos escritores, novas experiências, novas conversas, novas cabeças.

Aprendi que os meus dias serão moldados da forma que eu bem desejar e insistir fazer, ainda que sejam aparentemente impossíveis realizar tudo o que eu gostaria de fazer.

Aprendi, principalmente, que eu não passo de um alguém que somente quer continuar aprendendo, crescendo e descobrindo.





Gnomo

7 03 2009
Direitos Reservados

Direitos Reservados

 

Um desenho de Outubro de 2005





De OlhO’s fechados

17 02 2009

 

Jesus

Direitos reservados

“Às vezes, nossos olhos se fecham, cansados de muito olhar e olhar… tão longe.”

(Fellipe Ernesto, 2008)








Seguir

Obtenha todo post novo entregue na sua caixa de entrada.