ve’lhO’s p’O'ema’S

 

Forjar autoria é crime. E não declarar autoria enfraquece a análise de um texto… 

Pense nisso se repassá-lo!

 

       

Meus ve’lhos poemas

 

                   

        de

 

 quasemenor de idade 

 

 

 

Ultima infância

Fellipe Ernesto

 

Lá longe se vai meu barquinho

A cair no esgoto,

Transportando o meu último brinquedo de guerra.

 

Lá longe caiu meu o barquinho de papel.

Abriu as dobradiças,

Afundando o último soldadinho.

 

Lá longe, lá embaixo

Estão os restos mortais

Da minha última infância;

Naufragados porque os deixei ir.

 

Lá. Bem longe já.

 

 2009

 

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Regresso

Fellipe Ernesto

 

Palpei as minhas antigas trouxas de vinte anos,

E deixei-as sobre a cama;

Passei pela porta de casa apenas com as roupas do corpo:

Vou voltar para casa daqui a muito poucos anos,

Para onde os poetas diriam ser leito sem vida.

 

E, quando eu regressar, os malucos dirão que eu morri,

Os sãos dirão que suicidei,

Mas eu, já em casa, estarei tranqüilo:

Mais vivo depois da morte,

Estarei beijando o chão da terra e da luz de onde fugi

Para dormir noites por vinte anos em uma terra de dor.

 2009

 

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Estupro

                                               Fellipe Ernesto

 

Coringa do sorriso funesto:

Falso, mascarado e imperfeito

Desajeitado e malvado, deixa sem direito

Todo aquele que possui amor no peito.

 

Coringa maldito do sorriso ladrão

Ataca o peito, arranca o coração.

Faz dormir e acordar em prantos,

Encolhe-a de medo no quarto, no canto.

Deixa-a vazia, vasta, com peito oco.

Graças a ele,

de alegria,

restou pouco.

 

Coringa ladrão:

Amor, paz e inocência

Roubados serão.

 

 2007

 

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MATURIDADE

Fellipe Ernesto

 

A tristeza e madureza cintilaram no meu céu,

Tentando apagar a infância do meu ser.

Foi quando a criança interior do paraíso caiu,

Ficou no chão sem se levantar;

Assim ficando porque o Mágico que a fazia sonhar,

Cansado de lutar contra o insistente ato de crescer,

Pegou o primeiro bonde e se foi.

 

2008

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Alecrim

                        Fellipe Ernesto

 

Na tristeza Alecrim mergulhou

Quando a Lua quis namorar.

Pôs-se na varanda, e ali chorou;

Suas lágrimas caíam no mar.

 

Louco Jamais iria ser;

Queria mais que o luar.

Queria ver a lua resplandecer;

Queria a Lua amar.

 

À Vênus, Alecrim implorou

Piedosa, resolveu ajudar.

A Lua em mulher transformou

Para que Alecrim parasse de chorar.

 

Daí, amenizou-se a dor.

Ambos tiveram uma noite de amor.

 

Alecrim enlouqueceu,

Quando a Lua se foi, e nunca mais voltou.

Descobriu que seu amor se perdeu.

Pela dor que sentia, do alto se jogou.

 

 Setembro, 2006

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Uma resposta

24 02 2009
Ana

Seu site é interessante e seus desenhos são maravilhosos :)
Parabéns. Os poemas tambem são bons XD

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